Para fechar o mês das mulheres com chave de ouro, a coordenadora da Associação de Gays, Lésbicas, Travestis e Transexuais de Três Lagoas, comenta a ação na justiça do Mato Grosso do Sul, que possibilita as transexuais e travestis, mudarem o nome na certidão de nascimento mesmo sem a realização de cirurgia para troca de sexo.
O primeiro aval do Brasil foi dado no final do ano passado para um transexual em Campo Grande, mas só agora foi aprovada a retificação do nome e alteração do sexo no registro de nascimento.
Segundo Paulinha, para toda travesti e transexual que queira retificar o nome, é necessário ir direto ao cartório onde foi registrada a certidão de nascimento.
“É um ato histórico por que nós travestis e transexuais merecemos ser chamadas pelo nome que desejamos e nos identificamos, porque realmente é o que somos e o que vivenciamos. O nome que nos deram não nos representa, o que nos representa é o nome social e porque não colocar isso no papel? ”, afirma.
O constrangimento com o nome masculino faz com que pessoas trans tenha dificuldade em procurar órgãos de saúde, trabalho, e tudo que necessite da identificação, devido à alguma represália.
“Toda travesti e transexual deve ser respeitada pelo nome que escolheu porque agora é lei”, comenta Paulinha.
Colaborou Aurora Villalba