Geral

Três Lagoas 106 anos: Lar, refúgio e provisão

Como tantos, chorei e choro a dor de desconhecidos.

Matheus Renary Escabora
13/06/21 às 09h17

Pelo segundo ano consecutivo a terceira maior cidade do estado de Mato Grosso do Sul celebrará virtualmente sua emancipação política por meio das redes sociais.

A pandemia causada pelo coronavírus irrompeu Três Lagoas como um fantasma que, sem pedir licença, mudou o passado da humanidade e voltou para modificar o presente. Muitas Marías, Mateus, Joãos e Josés tiveram seus sonhos roubados por mortes repentinas e solitárias que trouxeram desalento aos familiares que sonhavam não só com a proteção biológica, mas também com a imunização contra a desumanização e o distanciamento emocional dos “cidadãos de bem” que continuam vivendo em realidades fabricadas por um discurso irresponsavelmente indiferente.

Como tantos, chorei e choro a dor de desconhecidos.

 Médicos, enfermeiros, biomédicos e terapeutas juntos dos demais profissionais da saúde pública e privada municipal continuam desafiando os limites da exaustão física, emocional e mental enquanto deixam suas famílias em casa obstinados por esgotar as possibilidades para salvar o maior número de vidas com os equipamentos e medicamentos disponíveis. Todas estas vozes ecoam com um único pedido: que cada três-lagoense faça a sua parte.

 Em paralelo, Três Lagoas foi reconhecida pela Revista Bula, publicação de literatura e jornalismo cultural, como uma das 26 cidades mais felizes do Brasil no ano de 2020. O informativo analisou o Índice de Desenvolvimento Urbano para a Longevidade, os dados de educação do Ranking Connected Smart Cities da Urban Systems, o Atlas da Violência, bem como um relatório da Fundação Getúlio Vargas que revelou os municípios com maior renda média mensal do país.

 Ainda em 2020, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística relatou que Três Lagoas passou a ter uma população de 123.281 pessoas. Seriam estes indicativos de que, apesar da irresponsabilidade dos  “cidadãos de bem” e dos olhares pessimistas, a cidade segue evoluindo nas áreas de renda, saúde e educação?

 Este texto não tem a pretensão de tornar-se uma resposta em si mesmo. Dadas as circunstâncias do momento, perguntas que viabilizem diálogos são mais importantes para a construção do pós-pandemia que certezas inconsistentes.

 Uma cidade é uma construção coletiva, fruto do encontro de múltiplas experiências e esforços. Nós cresceremos quando entendermos nossa pluralidade étnica e cultural com o objetivo de fazer valer o direito democrático de inclusão, moradia, segurança, saúde, educação e expressão de afeto de todas e todos.

Aqui, chamo sua atenção para a palavra nós. Um vocábulo forte, único e que possui três letras… mas indivisível! Meu carinho a cada cidadão três-lagoense que, assim como eu, fez de Três Lagoas seu lar, refúgio e provisão ao integrar este grande nós. Você e eu fazemos parte desses 106 anos de história!


Matheus Renary Escabora é pós-graduando em Inteligência Competitiva e Inovação em Marketing e estudioso de marketing verde. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM GERAL
Franquia:
Três Lagoas MS
Franqueado:
Empresa Jornalística e Editora Hojemais Ltda.
01.423.143/0001-79
Editor responsável:
Daniele Brito
materia03@hojems.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2021 - Grupo Agitta de Comunicação.