Essa proximidade permitiu que Fernando conhecesse pessoas próximas a Divaldo, que o apresentaram ao médium. A partir daí, o relacionamento floresceu naturalmente. "Um dia, nos convidou para ir à Mansão do Caminho, em Salvador.
Dentro da Mansão do Caminho, está localizado o Centro Espírita Caminho da Redenção (CECR), que foi o primeiro centro espírita fundado por Divaldo Franco, juntamente com Nilson Pereira de Souza. Portanto, ambos os nomes se referem ao local onde Divaldo Franco desenvolveu sua vasta obra social e espiritual em Salvador. "Fui para lá e a amizade se estreitou", conta Fernando. Trocas de e-mails e mensagens no WhatsApp solidificaram o vínculo. "Ele sempre me tratava como um filho, assim como tantos outros que ele adotou por aí. Ele adotou mais um e começou a me tratar muito bem, sempre me orientando, me incentivando, tirando minhas dúvidas com relação a interpretações evangélicas. É um pai espiritual que eu posso falar que eu tenho, eu e tantas milhares de pessoas também, porque ele somou e modificou através da doutrina do Cristo vários corações."
A Mansão do Caminho se tornou um segundo lar para Fernando. "O Divaldo morava dentro da Mansão, numa casa grande, e sempre recebia visitas. Tanto eu quanto outros amigos, quando íamos para Salvador, ele nos recebia. Eu já me hospedei algumas vezes lá na casa dele, passando final de ano. Natal, então, eu passava com ele. Foram alguns anos assim, graças a Deus."
Em meio às lembranças, Fernando compartilha um episódio marcante que demonstra a profunda conexão espiritual entre Divaldo e sua vida. "Depois de 2021, na pandemia, meu pai desencarnou. Teve uma coisa muito engraçada que aconteceu quando meu pai estava ruim aqui em casa. Eu não sabia o que era e liguei para ele. O Divaldo chamava meu pai de 'Didi'. Ele orou no andar superior para ajudar meu pai. Isso era num sábado, e ele na hora falou para mim: 'Meu filho, chegou a hora da desencarnação do paizinho'. Eu assustei com aquilo. Como assim? Chegou a hora da desencarnação? Isso no sábado. Na segunda-feira, levei meu pai para o hospital para fazer hemodiálise, pois ele era paciente renal há 16 anos. Chegamos lá, ele fez exames, internou e descobrimos que estava com pedra na vesícula. Naquele momento, eu pensei: 'Não, ele falou que vai desencarnar, não vai morrer agora, é só uma pedra na vesícula'. Mas tudo bem. O médico pediu mais exames e descobriu que meu pai tinha câncer em estágio avançado, com metástase. Um dos pulmões estava colado, o outro com imagem de vidro fosco, uma possível pneumonia. E com os exames que saíram, meu pai estava com Covid. Meu pai desencarnou na sexta-feira. No sábado, Divaldo me falou, e na sexta, meu pai desencarnou. Ele me deu toda a assistência, orientação e amor nesse momento difícil."