Ao todo, 767 boletins de ocorrência de violência contra as mulheres foram registrados até o dia 30 de julho deste ano na Delegacia da Mulher de Três Lagoas.
Os números representam que quase 110 boletins são registrados por mês na cidade.
Em comparação com 2017, os números se equiparam.
Durante todo o ano passado, 1.310 boletins foram registrados. Quase 110 por mês ocorrência de violência contra a mulher foram registrados, levando em conta o número total.
Em 2017, cinco feminicídios ocorreram em Três Lagoas, contra três registrados este ano. A Delegada, Letícia Móbis falou dos números, e também dos avanços conquistados após a implementação da Lei Maria da Penha, que neste mês completou 12 anos.
FEMINICÍDIOS EM 2018
Feminicídios ocorridos no início do ano, abalaram profundamente os três-lagoenses.
Dois deles em pouco menos de um mês de diferença.
Três mulheres perderam as suas vidas com disparos de arma de fogo efetuados pelos companheiros que não aceitavam o fim do relacionamento.
O primeiro foi de Halley Coimbra Ribeiro Junqueira, de 39 anos, que foi morta com pelo menos três disparos de arma de fogo, na tarde de domingo, 14 de janeiro, na residência da vítima, no Bairro Santa Júlia.
O ex-gerente geral de uma fábrica de celulose, conhecido como Renato Ottoni, de 62 anos, que estava separado da vítima há aproximadamente dois meses, cometeu o crime na frente da enteada.
Ottoni foi encontrado morto dentro do seu veículo na região do Iate Clube Urubupungá - em Castilho. De acordo com a conclusão do inquérito civil, o ex-gerente tirou sua vida com um tiro no peito.
O segundo caso foi de Larissa Souto, de 42 anos. A vítima acabou morta pelo ex-companheiro, Marcos Sérgio da Silva Castro, de 48 anos, na frente do filho mais velho, na tarde do dia 9 de fevereiro, em um condomínio no Bairro Jardim Alvorada.
Os dois discutiam na porta do condomínio quando Marcos sacou a arma e efetuou três disparos contra a ex-companheira e cometeu suicídio em seguida.
Por último, o caso envolvendo Francielle Castilho de 27 anos, dia 25 de julho. Marcos Gonçalves de Oliveira e a esposa foram encontrados mortos em uma propriedade rural localizada às margens da BR-158, saída para Brasilândia, próximo ao presídio masculino.
A informação é de que Marcão, que inclusive era empresário do ramo de serviços agrícolas, matou a esposa com um disparo de arma de fogo e em seguida também cometeu suicídio.