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Zuckerberg explica exclusão de post de Bolsonaro

Rede social removeu publicação do presidente brasileiro por violação das regras. Zuckerberg disse que todo o conteúdo que cause "dano imediato" será apagado

Thais Dias - Hojemais Três Lagoas 
22/05/20 às 13h50
Mark Zuckerberg, CEO e fundador do Facebook — Foto: Reprodução/Facebook

Mark Zuckerberg disse nesta quinta-feira (21) que o Facebook está removendo informações falsas sobre o coronavírus e deu o exemplo sobre a exclusão de publicação do presidente brasileiro Jair Bolsonaro.


O Facebook retirou uma alegação do presidente brasileiro Jair Bolsonaro de que os cientistas "mostraram" que havia uma cura para o coronavírus.
 

"Isso obviamente não é verdade e é por isso que a removemos. Não importa quem diga isso", disse Zuckerberg, em entrevista à rádio pública britânica BBC.
 
O Facebook removerá da plataforma todo o conteúdo que cause "dano imediato" a qualquer usuário, acrescentou Zuckerberg.
No final de março, Facebook e Instagram removeram vídeo publicado por Bolsonaro por violação das regras das redes sociais.
 

Eleições nos EUA
 
O CEO e fundador da rede social também reconheceu que estava "atrasado" na luta contra a desinformação durante a última campanha eleitoral nos Estados Unidos.
Prevenir a interferência eleitoral representa uma "corrida armamentista" contra países como Rússia, Irã ou China, disse.


"Os países continuarão tentando interferir e veremos problemas como esse, mas aprendemos muito desde 2016 e tenho certeza de que podemos proteger a integridade das próximas eleições".


Relembre post de Bolsonaro retirado por Instagram e Facebook:

No vídeo que foi apagado das redes sociais, Bolsonaro conversa com um ambulante, defende que as pessoas continuem trabalhando, e diz para "quem tem mais de 65 ficar em casa". Ele acena positivamente quando uma das pessoas na aglomeração diz que "tem que abrir os comércios e trabalhar normalmente".


No segundo vídeo, removido apenas do Twitter, ele entra em um supermercado, volta a provocar aglomerações, critica as medidas de isolamento e diz para jornalistas que "o país fica imune quando 60%, 70% foram infectados" e que um remédio contra o coronavírus "já é uma realidade", sem apresentar comprovação.


Apesar de haver pesquisas iniciais, não há remédio com atuação comprovada contra o coronavírus e ninguém sabe quando teremos.

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