Mark Zuckerberg disse nesta quinta-feira (21) que o Facebook está removendo informações falsas sobre o coronavírus e deu o exemplo sobre a exclusão de publicação do presidente brasileiro Jair Bolsonaro.
O Facebook retirou uma alegação do presidente brasileiro Jair Bolsonaro de que os cientistas "mostraram" que havia uma cura para o coronavírus.
"Isso obviamente não é verdade e é por isso que a removemos. Não importa quem diga isso", disse Zuckerberg, em entrevista à rádio pública britânica BBC.
O Facebook removerá da plataforma todo o conteúdo que cause "dano imediato" a qualquer usuário, acrescentou Zuckerberg.
No final de março, Facebook e Instagram removeram vídeo publicado por Bolsonaro por violação das regras das redes sociais.
Eleições nos EUA
O CEO e fundador da rede social também reconheceu que estava "atrasado" na luta contra a desinformação durante a última campanha eleitoral nos Estados Unidos.
Prevenir a interferência eleitoral representa uma "corrida armamentista" contra países como Rússia, Irã ou China, disse.
"Os países continuarão tentando interferir e veremos problemas como esse, mas aprendemos muito desde 2016 e tenho certeza de que podemos proteger a integridade das próximas eleições".
Relembre post de Bolsonaro retirado por Instagram e Facebook:
No vídeo que foi apagado das redes sociais, Bolsonaro conversa com um ambulante, defende que as pessoas continuem trabalhando, e diz para "quem tem mais de 65 ficar em casa". Ele acena positivamente quando uma das pessoas na aglomeração diz que "tem que abrir os comércios e trabalhar normalmente".
No segundo vídeo, removido apenas do Twitter, ele entra em um supermercado, volta a provocar aglomerações, critica as medidas de isolamento e diz para jornalistas que "o país fica imune quando 60%, 70% foram infectados" e que um remédio contra o coronavírus "já é uma realidade", sem apresentar comprovação.
Apesar de haver pesquisas iniciais, não há remédio com atuação comprovada contra o coronavírus e ninguém sabe quando teremos.