Ozeias Silveira de Moraes, era suspeito, e segundo as leis, não poderia ser algemado. Aí fica a pergunta: que Lei é esta que preserva o Bandido e mata o policial?” disse o delegado Marcelo Vargas durante entrevista a imprensa.
O autor do duplo homicídio a queima roupa, que ceifou a vida de dois policiais civis, Jorge Luiz Alves da Costa e Antônio Marques Ramires Júnior, ontem (9), em Campo Grande, em pleno exercício de suas atividades profissionais revoltou os moradores da capital e de todo o estado de MS. O crime aconteceu na avenida Fernando Correa da Costa e mobilizou a cidade toda na caçada ao bandido.
A operação mobilizou inclusive policiais de folga, desde as 17h30, quando aconteceu o duplo homicídio no Bairro Itanhangá, região central de Campo Grande. Segundo apurado, quando as equipes localizaram o foragido, em horário e local não precisado, houve confronto e ele acabou morto no Bairro Santa Emília, no sudoeste da cidade. Ozeias chegou a ser levado para a Santa Casa.
Segundo a polícia, a Derf investigava um roubo de jóias na Rua Euclides da Cunha e chegou até William Dias Duarte Cormelato, o outro preso que estava na viatura. Como ele já tinha em aberto mandado de prisão por violência doméstica, foi algemado para ir à delegacia prestar esclarecimentos.
Ozeias também é suspeito do roubo, mas sem mandado de prisão, acabou transportado apenas para averiguações, sem algemas como prevê a lei. O que os policiais não sabiam é que ele entrou armado na viatura.
Vítimas - Foram mortos os investigadores de polícia judiciária Antônio Marcos Roque da Silva, 39 anos, e Jorge Silva dos Santos, 50 anos. Roque estava na polícia desde 2006 e Jorge, conhecido como Jorginho, era servidor público da segurança desde o ano de 2002.
Com informações/Aonça.com.br