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Caminhões em alta velocidade são "armas de destruição em massa", diz policial rodoviário federal

Registros de tacógrafos podem ser fundamentais para garantir segurança nas estradas, afirma PRF

Da Redação
15/07/23 às 18h11

Em um artigo recente, o policial rodoviário federal Tércio Baggio chamou a atenção para a necessidade de mudanças na legislação para punir caminhoneiros infratores e garantir a segurança nas estradas. Com mais de duas décadas de experiência na profissão, Baggio expressou sua preocupação com a alta velocidade e comportamentos perigosos por parte de alguns motoristas de caminhão, comparando suas ações a "armas de destruição em massa".

No artigo, Baggio denunciou a existência de organizações de caminhoneiros que se comunicam via rádio e grupos de mensagem para driblar a fiscalização. Ele destacou a dificuldade enfrentada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) para punir caminhoneiros que ultrapassam os limites de velocidade, citando um exemplo em que um caminhão bitrem foi flagrado a 147 km/h em uma rodovia em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. O veículo transportava 50 toneladas de carga e pesava 74 toneladas no total.

Baggio ressaltou que a velocidade registrada pelo tacógrafo do caminhão representava um risco iminente, comparando-o ao peso de um avião comercial durante o pouso. Ele destacou que o caminhão não possui os mesmos recursos de frenagem e segurança que uma aeronave, tornando praticamente impossível evitar acidentes em alta velocidade.

O policial argumentou que a velocidade incompatível com a segurança praticada por alguns caminhoneiros deveria resultar em punições mais severas. Ele instou as autoridades a adotarem medidas para proteger a vida dos motoristas e passageiros nas estradas.

Baggio também deu orientações aos motoristas de veículos menores que compartilham as estradas com caminhões. Ele aconselhou evitar ficar próximo a veículos de carga e, caso um caminhão se aproxime para ultrapassar, ganhar distância ou permitir a passagem o mais rápido possível.

O policial ressaltou que a situação crítica não é exclusiva de Mato Grosso do Sul, afirmando que a cooperação entre os caminhoneiros e o conhecimento dos locais onde a fiscalização costuma ocorrer são comuns em todo o país.

Por fim, Baggio argumentou que a fiscalização por meio de radares não é suficiente e defendeu a suspensão ou cassação rápida da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de caminhoneiros que ultrapassem os limites de velocidade de forma flagrante. Ele destacou que, no Brasil, muitas vezes as medidas só são tomadas após a ocorrência de acidentes graves, quando os registros dos tacógrafos se transformam em provas criminais em casos de homicídios no trânsito que poderiam ter sido evitados por meio da fiscalização preventiva.

O apelo de Tércio Baggio reflete a necessidade de um maior rigor no combate a infrações cometidas por caminhoneiros, a fim de garantir a segurança de todos os usuários das estradas e reduzir o número de acidentes graves causados por velocidades incompatíveis com a segurança.

* As informações são do Campo Grande News

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