O Canil do 2ºBPM (Batalhão de Polícia Militar) desempenha um papel crucial no panorama do policiamento especializado, integrando-se de forma essencial com diversas forças de segurança pública. Em Três Lagoas, conhecida como um centro de atividades ilícitas, o canil atua de maneira coordenada com órgãos como Polícia Federal (PF), Polícia Civil (PC), Polícia Rodoviária Estadual (PRE) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), em ações conjuntas para coibir e combater atividades ilícitas.
No período de janeiro a outubro, o cabo da PM, Lima Filho, destacou a realização de centenas de operações, evidenciando um comprometimento diário e incessante. A estrutura física do canil, estabelecida desde março de 2020, recebeu apoio do batalhão, do governo estadual e da iniciativa privada, possibilitando o aumento do número de cães e a capacitação contínua da equipe policial.
Segundo o subcomandante do 2º BPM, major Francisco Rogeliano Ferreira Cavalcante, os cães desempenham funções cruciais nas operações, destacando-se na detecção de drogas, localização de armas de fogo e segurança geral.
O cabo Lima Filho explica que a seleção rigorosa de cães prioriza raças com aptidão para o trabalho policial, submetidas a treinamento constante para aprimorar suas habilidades. O ciclo de trabalho de um cão encerra-se aos 8 anos, com uma cerimônia de aposentadoria, na qual o condutor assume a responsabilidade de cuidar do animal em sua aposentadoria.
Dentre os membros destacados do canil, a K9 Mara se sobressai pelo significativo número de apreensões. Sua aposentadoria está programada para o próximo ano, após um período de serviços exemplares. O major Rogeliano ressalta que os cães possuem sensibilidade olfativa e carisma superiores aos dos seres humanos, estabelecendo vínculos profundos com suas equipes.
Para o major Rogeliano, os animais desempenham um papel fundamental nas atividades policiais, contribuindo desde a busca por entorpecentes até a localização de pessoas em situações de emergência e distúrbios civis. Ele conclui enfatizando a importância de reconhecer e não abrir mão desse recurso valioso em qualquer unidade policial que atue com cães.