Hoje (21) mais uma mulher moradora da cidade de Três Lagoa, rompeu o ciclo do silêncio, e revelou a rotina de humilhações e agressões físicas, vividas por ela durante anos.
Com hematomas nos olhos e no rosto, a vítima escreveu em sua página no Aplicativo Facebook, que havia acabado de ser agredida na frente da filha de 6 anos de idade pelo seu ex-marido, com socos e chutes.
Ela contou ainda, que mesmo com a menina em pânico, gritando, pedindo para o agressor parar de agredi-la, ele continuou. Em um determinado trecho de sua publicação, a mulher revela que havia se cansando de apanhar; que quer ter de volta sua dignidade, parar de sentir medo e vergonha da situação que está vivendo.
Leia um trecho da postagem que comoveu muitas mulheres nas redes sociais:
"Eu decidi postar para que isso sirva de lição pra muitas pessoas que são espancadas e não tem coragem de falar. Eu me cansei de me calar, esse homem já fez isso várias vezes, esse indivíduo se mostra de bonzinho onde o qual e um verdadeiro monstro fica aqui um desabafo de uma pessoa que se cansou" escreveu a internauta vítima de violência doméstica, em Três Lagoas.
Ela recebeu inúmeras palavras de apoio, carinho, sobretudo, orientações para que denuncie o agressor na Justiça. As redes sociais tem sido utilizadas por mulheres vítimas de violência doméstica como forma desabafo e até pedido de socorro. Mas, você internauta, sabe como se posicionar ao visualizar publicações deste tipo? O que fazer para ajudar a vítima?
Leia abaixo como ajudar:
Não culpe a vítima: a mulher já se sente culpada pelas agressões que sofre. Não reforce esse sentimento. Se ela for agredida, não pergunte o que ela fez para que isso acontecesse, nem diga o que ela deve ou não fazer, apenas oriente e ofereça ajuda;
Dê apoio: esteja disponível para ir a uma delegacia, hospitais, separar documentos etc. Buscar ajuda sozinha pode ser muito difícil.
Não abandone a vítima: mesmo com seu apoio, a mulher pode não querer denunciar. Nesse momento, muitas pessoas entendem que ela, então, aceita as agressões. Isso não é verdade. Não a abandone nem diga que ela merece estar passando por isso;
Entenda o ciclo: é importante compreender que a vítima está envolvida em um ciclo, que inclui fases de afeto, tensão e agressão. É muito difícil se reconhecer em um relacionamento abusivo e ainda mais ter forças para sair dele. Informe-se para saber como lidar com isso.
Ofereça informação: repasse a essa mulher orientações sobre os direitos dela e os locais onde ela pode buscar ajuda na sua cidade. Uma mulher que conhece seus direitos tem mais força para buscá-los.
Escute : as vítimas reclamam muitas vezes de não serem ouvidas. Ouvir exige atenção e empatia. Lembre-se: as pessoas são diferentes e têm tempos diferentes.
Busque ajude: para poder auxiliar uma vítima, também pode ser preciso ajuda. Ver uma amiga ou familiar no ciclo e não conseguir auxiliar pode ser complexo de compreender. Faça parte das redes de atendimento, informe-se e busque apoio para si mesma.
Ligue para o 190: é 24 horas, e atende emergências envolvendo violência doméstica em todos os municípios brasileiros ou para as Delegacias de Polícia Civil: Primeira Delegacia de Polícia de Três Lagoas (67) 3919-1500 / 1526, Segunda Delegacia de Polícia Civil (67) 3919-2800 e Terceira Delegacia de Policia Civil (67) 3524 -3224.