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Caso Carmen: Yuri admite participação no crime e acusa ex-policial

O delegado responsável, Miguel Gomes da Rocha Neto, informou que o sítio passará por nova perícia nesta terça-feira (19), com uso de luminol no local onde Carmen teria sido morta.

Da Redação
19/08/25 às 13h18
Yuri Amorim e Roberto Carlos. (Foto: Reprodução)

Pela primeira vez, Yuri Amorim confessou ter participado na morte de Carmen Oliveira, desaparecida desde 12 de junho. No entanto, em depoimento prestado na última segunda-feira (18), em São José do Rio Preto, ele apontou o policial militar ambiental aposentado Roberto Oliveira como autor do homicídio.

A versão de Yuri contradiz o que havia dito nos dois primeiros depoimentos, quando negou qualquer envolvimento no desaparecimento da vítima, segundo Ilha de Notícias. Em julho, Roberto havia acusado Yuri de ser o responsável pelo crime.

De acordo com o depoimento, após sair da faculdade, Yuri passou na casa de Roberto, mas ele não estava. O ex-policial estaria em uma loja da cidade comprando um celular. Yuri seguiu então para o sítio de Roberto, localizado no Assentamento Estrela da Ilha, zona rural de Ilha Solteira.

No local, encontrou Carmen, que teria iniciado uma discussão exigindo que ele assumisse um relacionamento. Yuri contou que não era namorado da vítima e que recebia várias ligações dela diariamente.

Ainda segundo sua versão conforme divulgado por Ilha de Notícias, a briga se agravou dentro da casa. Carmen teria pegado uma faca e o atacado, dizendo que iria matá-lo e depois tirar a própria vida. Ele afirma que foi atingido e, ao reagir, puxou a vítima pelos cabelos, jogando-a no chão. Nesse momento, ela teria batido a cabeça e desmaiado.

Carmen Oliveira (Foto: Reprodução/Facebook)

Yuri declarou que tentou ligar para Roberto, que chegou ao sítio quando Carmen ainda estava desacordada. Nesse ponto, ele acusa o ex-policial de usar uma barra de ferro e uma faca para consumar o crime.

Segundo Yuri, ambos arrastaram Carmen até um curral, colocaram o corpo sobre uma lona e o levaram até a margem do Rio São José dos Dourados, junto com a bicicleta elétrica e as armas do crime. Ele disse ainda que raspou a terra com sangue, colocou em um balde e depois a descartou.

Antes de saírem, Yuri afirma ter apagado arquivos do celular da vítima, quebrado o aparelho e dispensado-o às margens de uma rodovia. Também contou que usaram gasolina para queimar roupas e alguns pertences de Carmen.

Por fim, relatou que Roberto desapareceu com o corpo, a bicicleta e as armas, enquanto os dois lavaram a cena do crime.

Investigação em andamento

O delegado responsável, Miguel Gomes da Rocha Neto, informou que o sítio passará por nova perícia nesta terça-feira (19), com uso de luminol no local onde Carmen teria sido morta.

Laudos já apontaram a presença de sangue humano em roupas e calçados dos suspeitos. Agora, exames de DNA vão confirmar se o sangue pertence à vítima.

O próximo passo será a realização da reconstituição do crime com os dois suspeitos, de forma separada. As informações são de Ilha de Notícias.

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