No hospital, Monique afirmou ter acordado com um barulho no quarto e encontrou o menino gelado e pálido. Na delegacia, nem a mãe e nem Doutor Jairinho mencionaram o suposto barulho.
A Polícia Civil identificou informações distintas nas versões dadas sobre a morte do menino Henry Borel, de 4 anos. As contradições foram observadas nos relatos da mãe da criança, Monique Medeiros, e o padrasto, vereador Doutor Jairinho.
Para a equipe médica, que tentou socorrer o menino, Monique contou ter acordado com um barulho no quarto e encontrou o menino caído. Nesta primeira versão, que consta no Boletim de Atendimento Médico (BAM), eles encontraram o garoto gelado, pálido e sem poder de resposta.
O padrasto chegou a pensar que a criança estava em parada cardiorrespiratória e foram para o Hospital Barra Dor, na Zona Oeste do Rio. A equipe média relata ter observado pequenos hematomas nos membros superiores, abdômen e escoriação no nariz.
Na última quarta-feira (17), em depoimento à polícia que durou 12 horas, Monique Medeiros e Doutor Jairinho, narraram como tudo aconteceu de forma muito parecida, mas diferente da versão anterior.
Se no hospital a mãe cita que um barulho no quarto do menino a acordou, no segundo relato nem Monique nem Jairinho mencionam o suposto barulho emitido pela criança em depoimento na delegacia.
(*)G1
