Mato Grosso do Sul já registrou 11.521 casos prováveis de Chikungunya em 2026, segundo o novo Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde.
O levantamento também aponta 4.834 casos confirmados e 17 óbitos provocados pela doença no Estado.
Os dados, atualizados até o dia 9 de maio, mostram ainda um óbito em investigação e 65 casos confirmados em gestantes.
De acordo com o boletim, a incidência estadual da doença chegou a 417,9 casos por 100 mil habitantes, índice considerado alto pelas autoridades de saúde.
Dourados lidera número de casos
Entre os municípios sul-mato-grossenses, Dourados concentra o maior número de casos prováveis, com 4.801 registros e incidência de 1.972,7 casos por 100 mil habitantes.
Outras cidades com alta incidência incluem Fátima do Sul , Sete Quedas , Corumbá e Jardim .
Já Três Lagoas aparece com 50 casos prováveis da doença e incidência de 37,8 casos por 100 mil habitantes, índice classificado como baixo pelo boletim estadual.
Estado registra mortes por chikungunya
O relatório epidemiológico confirma 17 mortes relacionadas à chikungunya em Mato Grosso do Sul neste ano. Entre os óbitos registrados estão pacientes idosos, adultos e até bebês com poucos meses de vida.
Os casos fatais ocorreram principalmente em municípios como Dourados , Bonito , Jardim , Fátima do Sul e Douradina .
Casos em gestantes preocupam autoridades
O boletim também aponta 65 casos confirmados da doença em gestantes. A maior parte das confirmações ocorreu no segundo trimestre da gravidez.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, os dados são parciais e podem sofrer alterações conforme atualização dos municípios no sistema de notificação.
A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti , o mesmo vetor da dengue e da zika. Entre os sintomas mais comuns estão febre alta, dores intensas nas articulações, dores musculares, manchas pelo corpo e fadiga.
