O segurança Fernado Farhat, que estava dentro de uma Tabacaria na madrugada de domingo (5) e recebeu um tiro no tórax se recupera bem dos ferimentos. Isto de acordo com boletim médico do hospital Auxiliadora, divulgado na manhã desta quarta-feira (8).
A nota diz que o paciente de 32 anos, deu entrada no dia 5 e agosto às 3 horas e 30, vítima por arma de fogo, na região de tórax. Foi atendido, medicado realizou exames e cirurgia. O paciente está internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em observação médica, consciente e orientado e se recupera bem.
Além do segurança, o músico Jorge Edson, mais conhecido como Pele Negra, também foi atingido pelos disparos. O cantor não resistiu ao ferimento e morreu. Gilberto dos Santos, funcionário da Tabacaria foi atingido no punho. Ele foi atendido, medicado e liberado no mesmo dia.
O crime
Após uma briga dentro da Tabacaria, um homem identificado pela Policia como Márcio Pereira Viana, mais conhecido por Marcinho, -24 anos-, foi retirado por seguranças do local. Tempos depois, por volta das 3 horas e 30, Marcinho voltou ao local, que já estava com os portões fechados, e insistia para entrar. Os seguranças impediram a entrada.
Câmeras de segurança mostraram que neste momento o atirador atravessou a rua e do outro lado da via, efetuou vários disparos de arma de fogo, contra o portão da Tabacaria.
As vitimas não tiveram tempo para se proteger. As pessoas atingidas, entre elas o músico, foram socorridas por amigos.
Autor dos disparos
O autor dos disparos foi identificado pela Policia Militar de Três Lagoas. Márcio Pereira Viana, comerciante, mais conhecido por Marcinho, de 24 anos, foi preso na segunda-feira (6) após se entregar na 1° Delegacia de Polícia Civil, acompanhado de uma advogada. Em seu depoimento ele disse ao delegado Messias Pires, responsável pela investigação, que sua intenção era de assustar os seguranças da Tabacaria.
Marcinho disse que estava arrependido, e afirmou ser dono da arma usada para efetuar os disparos. A polícia não acredita nesta versão.
“Ele ficou nervoso após ser barrado, e impedido de entrar na Tabacaria. Por este motivo resolver atirar”, disse o delegado.
Márcio Viana permanece preso. A polícia ainda procura por José Edi de Oliveira Sobrinho, possível dono da arma usada no dia do crime.