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Criminosos se vestem de enfermeiro e resgatam traficante de hospital

Detento da Penitenciária Estadual de Dourados (PED), Nelson Oliveira Leite Falcão, 53 anos, foi resgatado nesta sexta-feira, 27, de uma das alas do Hospital da Vida, onde recebia atendimento médico, por três homens disfarçados de enfermeiros, em Dourados.

Correio do Estado
29/07/18 às 18h12
(Divulgação/PC)

Detento da Penitenciária Estadual de Dourados (PED), Nelson Oliveira Leite Falcão, 53 anos, foi resgatado nesta sexta-feira, 27, de uma das alas do Hospital da Vida, onde recebia atendimento médico, por três homens disfarçados de enfermeiros, em Dourados. 

Empresário do ramo do agronegócio, Falcão chegiava o esquema de tráfico de drogas em família.

De acordo com informações da Agência Estadual de Admistração do Sistema Penitenciário (Agepen) Falcão foi encaminhado para atendimento hospitalar, devido a uma dor lombar com claudificação.

Durante a tarde de hoje, trio de criminosos, ainda não identificados, invadiu o local usando roupas de enfermeiros. Eles renderam e desarmaram um policial militar que fazia a escolta, resgataram o preso e fugiram em um Ford Fiesta.

O problema de saúde apresentado pelo detento, segundo a Agepen, já vinha sendo acompanhado por equipe do próprio presídio desde o mês passado e ele já havia sido encaminhado anteriormente para o Hospital da Vida.

Ontem, ele passou novamente por consulta médica na unidade prisional e, laudo médico definiu encaminhamento à unidade hospitalar. Dessa forma, foi solicitado à Polícia Militar escolta reforçada até o hospital.

Polícia Civil informou ao Correio do Estado que várias equipes estão nas ruas em busca dos criminosos e de informações sobre o caso.

PRISÃO

Nelson Oliveira Leite Falcão foi preso no dia 22 de março, com 889 quilos de cocaína transportada no tanque de um caminhão, na BR-262, em Água Clara. Além da apreensão recorde da droga, avaliada em R$ 26,6 milhões, cinco pessoas foram presas, entre elas o detento resgatado.

Segundo noticiou o Correio do Estado na época, durante fiscalização, a PRF abordou uma caminhonete Toyota Hilux, que vinha sendo acompanhada por uma equipe da PF. O veículo era conduzido por Falcão, que estava acompanhado de um homem de 35 anos. Ele se identificou como empresário e justificou a viagem alegando que prestava serviços a diversas fazendas da região.

Outra equipe da PRF percebeu que um caminhão com placas de Guarulhos (SP) fez manobra brusca e estacionou de forma suspeita em um posto de combustíveis. Abordado, o motorista apresentou documentos com indícios de falsificação, foi descoberto e depois confessou o nome verdadeiro. 

Durante averiguação, os policiais perceberam que o caminhão estava registrado como propriedade de Nelson, abordado na Hilux.

Questionado, Nelson assumiu a posse do veículo e disse que também prestava serviços para empresa do ramo de celulose. 

Diante da suspeita de ação criminosa, os agentes acionaram os cães farejadores que não demoraram a descobrir compartimento oculto no tanque de combustíveis, onde havia vários tabletes que pesaram 889 quilos, dentre os quais de cocaína e pasta base. 

Enquanto o caminhão e a caminonete eram averiguados, os policiais abordaram outra Hilux, ocupada por irmãos de 26 e 36 anos, adesivada com a marca da empresa de Nelson. 

Eles tentaram alegar que buscariam maquinários agrícolas para o patrão no Pantanal, mas foi descoberto que eram todos parentes. Nelson é tio do homem que o acompanhava na caminhonete, bem como destes dois irmãos.

Falcão confessou ainda que utilizava a documentação de seu irmão, porque é foragido com mandado de prisão em aberto por quebra do regime semiaberto em Campo Grande, onde cumpria pena por tráfico de drogas. 

Ele admitiu ainda que sabia da droga no caminhão e que a empresa fora aberta, exclusivamente, com o fim de traficar drogas e realizar lavagem de dinheiro. O destino do entorpecente seria a cidade de São Paulo.

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