A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, após várias denúncias, localizou um “manicômio clandestino”, no município de Campo Grande. Durante a vistoria do local, foram constadas situações de tortura, cárcere privado, abuso na manipulaão de medicamentos, instalações insalubres e ausência de prescrições médicas aquequadas.
As denúncias foram recebidas pela coordenação do NAS, em maio deste ano, informando que, o local divulgava aparato médico e psicológico, buscando o paciente para levar de forma involuntária para a entidade. Estes eram levados sem qualquer avaliação médica prévia, sendo transportados em uma ambulância por pacientes que estavam no local a mais tempo.
Após a internação, os pacientes não eram encaminhados para atendimento na Rede de Atenção Psicossocial, além de não serem avaliados por médicos. Segundo a Defensoria, também não foram encontrados laudos médicos, somente receituários prescritos por um médico ginecologista e obstetra que uma vez ao mês comparecia ao local para prescrever medicamentos.
Frente aos relatos sobre o local, a Defensoria organizou uma vistoria técnica, onde constatou que, a idade dos internados variava de 25 a 75 anos, de diversas cidades do Estado, como Sidrolândia, Campo Grande, Amambai, Aral Moreira, Juti, Fátima do Sul, Jardim e Naviraí.
Já na entrada, foi observada a existência de cadeados nos portões, bem como outros aparatos para impedir a fuga, como concertina nos muros, e pessoas com rádios comunicadores. O local, que não possui registro no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), não permitia o acesso dos pacientes aos familiares,que estavam ali sem consentimento próprio.
No estabelecimento, encontram-se dois ambientes distintos, uma cozinha ampla e organizada, que não era utilizada, e uma em condições precárias de conservação e salubridade, que realmente era usada.
