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Elucidação de crimes chega a 90% em TL, diz delegado regional

Índice se compara à países da Europa

Albecyr Pedro  - Hojemais Três Lagoas
19/01/19 às 16h40
Delegado regional Rogério Market. (Foto: Aurora Vilalba)

O delegado regional da Polícia Civil, Rogério Fernando Makert falou em entrevista ao Hojemais, nesta semana, sobre o balanço das ocorrências de 2018. Na ocasião, ele também falou do comparativo e dos índices que colocaram Três Lagoas no topo de elucidação dos crimes de homicídios.

Segundo o delegado, Três Lagoas vem colaborando para que o Estado de Mato Grosso do Sul tenha bons índices no combate à violência e ao crime organizado.

“É uma enorme satisfação falar em números, pois tivemos um balanço muito positivo em 2018 quando comparamos com 2017” - destaca o delegado que ainda explica sobre a central de estatísticas e aferimento junto à Secretaria de Segurança onde mensura estes dados e, mês a mês vai repassando os comparativos.

Conforme o delegado, as estatísticas são baseadas em praticamente 10 tipos de crimes. Crimes de trânsito, furtos, roubos, homicídios e, assim, sucessivamente.

“De todos os crimes mencionados nas estatísticas estamos positivos em quase todos; com exceção os de trânsito. Com relação especificamente aos homicídios, em 2018 tivemos um número menor em comparativo com 2017” - destaca o delegado regional.

Em 2018 foram contabilizados 17 homicídios, sendo três feminicídios. Para Makert, o número de esclarecimento dos crimes em Três Lagoas chega a 90%.

“Em comparativo com 2017, estes números representam uma diminuição” - explica Rogério Makert, que ainda menciona a reportagem da ‘Revista Veja’ onde destaca que o Estado de Mato Grosso do Sul tem os índices de 55% de esclarecimento.

“Isto é motivo de muita satisfação para as polícias. O trabalho que vem sendo feito está surtindo efeito, especificamente da polícia judiciária através da união com as outras forças policiais. Vamos trabalhar para que 2019 tenhamos no mínimo os mesmos números ou que não aumentem. Vamos trabalhar para diminuirem os números de ocorrências e aumentarmos o número de esclarecimentos” - reforça.

OCORRÊNCIAS

Na Polícia Civil, em 2018, foram registrados mais de 15 mil boletins de ocorrências nas delegacias de Três Lagoas. Entre estes estão os que não contam como crimes, como extravios de documentos e preservação de direito.

Segundo o delegado, a região em que mais se registra boletim de ocorrência, engloba a que atende a 3ª Delegacia de Polícia Civil, próxima ao Batalhão da Polícia Militar, no trecho entre a Avenida Clodoaldo Garcia e que abrange o Bairro Vila Haro e região do entorno.

“Naquela região é onde são registrados os maiores índices de ocorrências. Isto se explica, devido ao número de moradores que residem na região. A cidade está crescendo para aquele lado. A região dos ‘predinhos’ - principalmente, por conta de briga entre vizinhos” - reforça.

EFETIVO

Segundo Rogério Makert, os números apresentados satisfazem e isto tem dado mais forças para superar os índices.

“Quem dera que tivéssemos índices de violência zero; mas, isto realmente é impossível; porém, é uma enorme satisfação falar em esclarecimentos de homicídios, furtos, roubos que diminuíram. A polícia não tem bola de cristal” - pontua.

Outro fator destacado pelo delegado é o trabalho que a Polícia Civil vem mantendo - mesmo com o número reduzido de material humano. “Para se investigar, é preciso ter gente” - reforça.

A expectativa de Rogério Makert para suprir esta necessidade nas delegacias é a formação de novos policiais que deve ocorrer ainda este ano.

“Aumentará o quadro de servidores, investigadores, escrivães e poderemos fazer um trabalho ainda mais efetivo. Mesmo com o número reduzido de pessoas, vemos que o nosso trabalho está sendo bem feito” - mais uma vez destaca.

HOMICÍDIO

Jadilson dos Santos Pereira, o ‘Bahiano,’ de 35 anos, morto no início da madrugada desta sexta-feira (18), com cinco disparos de arma de fogo, em Três Lagoas, foi o primeiro homicídio do ano registrado pela Polícia Civil.

O crime ocorreu após uma discussão no apartamento da vítima, no bloco Rubens Cunha, no Conjunto Habitacional Novo Oeste II.

TRÂNSITO

O Bombeiro Militar Edivaldo Alcides Benite, de 49 anos, morreu atropelado por um motociclista embriagado que estava em alta velocidade e fez uma ultrapassagem proibida, na Avenida Clodoaldo Garcia, na noite do sábado (12), em Três Lagoas.

Alcides saiu de uma conveniência acompanhado da esposa; no intuito de salvá-la, ele a protegeu, desviando-a da moto que vinha em sua direção; porém, acabou sendo atingido.

“Perdemos nosso irmão de farda; o rapaz que provocou o acidente foi preso. Este caso é o único que foi registrado e que nos deixou extremamente tristes. Quero deixar claro que nosso trabalho não compreende apenas a área urbana; temos acidentes nas rodovias, onde a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Militar Rodoviária atuam. Estes dados também entram em nossas estatísticas. Nossos índices de homicídios culposos são altos por que compreendem mortes nas rodovias - estadual e federal - como a MS-158 e BR-262” - finaliza.

*Colaborou Aurora Villalba

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