Conseguir uma prova contundente durante uma investigação policial não é mera peça de informação, pode ser fator determinante.
Foi exatamente isso que aconteceu hoje (4), em Três Lagoas. Uma testemunha ocular, apresentou um vídeo para a Polícia Civil, onde uma criança de 4 anos estava sendo abusada sexualmente.
O morador do bairro Jardim Alvorada percebeu uma atitude estranha onde um homem caminhava de mãos dadas com uma criança de tenra idade e adentrou em terreno baldio. Desconfiado, a testemunha ocular tomou atitude ir até o local, onde se deparou com a cena revoltante, e decidiu filmar o abusador que esfregava o seu órgão genital no rosto da criança.
Detalhe: além da filmagem, foi o morador que também ligou para a polícia, que agiu rápidamente, prendendo o estuprador em flagrante.
Não deve ter sido nada fácil para este cidadão ter feito este vídeo, mas desta forma, ele conseguiu obter uma prova dificílima em casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes. Foi por conta da atitude deste cidadão, que o estuprador encontra-se preso a disposição da justiça.
O CASO:
Na tarde desta quinta-feira (04), a Polícia Civil, através da 1.ª Delegacia de Polícia de Três Lagoas prendeu em flagrante um homem de 39 anos pela prática do crime de estupro de vulnerável. O homem, um morador do bairro Jardim Alvorada, teria sido visto por uma testemunha enquanto de uma criança de 4 anos.
Segundo o informado pela Polícia Civil, a testemunha prontamente acionou a equipe plantonista da 1ª DP, que em buscas localizou o autor poucos minutos após o ocorrido. Conforme o apurado pelos agentes, o preso teria levado o seu sobrinho-neto até um terreno baldio, afirmando que iriam apanhar madeira para acender uma fogueira, quando então passou a abusar da criança.
A Polícia Civil ainda informou que a avó da criança e esposa do capturado confirmou que a criança saiu de casa na companhia do tio-avô naquela manhã, e que ambos voltaram depois de aproximadamente dez minutos. No seu interrogatório o capturado negou ter estuprado a criança, mas confirmou que quando foi visto pela testemunha estava com as calças abertas, alegando que o zíper estaria quebrado, e que por isso a sua calça teria caído sozinha.
Já a testemunha ocular apresentou um vídeo com a gravação dos fatos para instruir a investigação, tendo o mesmo vídeo contribuído para a confirmação das suspeitas da prática de crime contra a dignidade sexual. O autor segue preso até a deliberação judicial.
Com informações da Polícia Civil de Três Lagoas.