Uma moradora de Mato Grosso do Sul denunciou ao Hojemais uma série de situações que, segundo ela, configuram violência patrimonial e psicológica praticadas pelo ex-companheiro, um advogado de Três Lagoas. Para preservar a identidade das partes e da criança envolvida, o portal utiliza apenas as iniciais dos nomes.
Segundo J.G., o relacionamento com J.S. teve início em 2015 e resultou no nascimento de um filho, atualmente com nove anos. A separação ocorreu em maio de 2025 e, no mês seguinte, ela ingressou com o pedido de divórcio. Em agosto do mesmo ano, solicitou medida protetiva.
A denunciante afirma que, mesmo após o término do relacionamento, continuou enfrentando situações que considera formas de violência, especialmente relacionadas ao cumprimento da pensão alimentícia, à comunicação sobre assuntos envolvendo o filho e ao desgaste emocional provocado pelas disputas judiciais.
De acordo com o relato, sempre que ocorre atraso no pagamento da pensão, ela precisa recorrer ao Poder Judiciário para cobrar o cumprimento da obrigação, o que, segundo afirma, gera demora na solução e compromete o sustento da criança.
"Uma criança precisa comer todos os dias, precisa de roupas, cuidados e segurança todos os dias, não apenas quando o processo termina", afirmou.
A mulher também relata que o ex-companheiro alteraria horários de convivência com o filho sem aviso prévio e que a comunicação entre ambos teria se tornado inviável em razão da medida protetiva e da ausência de um canal de mediação aceito pelas partes.
Ainda segundo J.G., durante e após o relacionamento teria recebido ameaças e mensagens que lhe causaram medo e insegurança, afetando sua saúde emocional. Ela afirma que anexou aos processos judiciais conversas, mensagens e outros documentos para comprovar os fatos relatados.
A denunciante ressalta que decidiu tornar a situação pública durante a campanha Agosto Lilás por entender que a violência contra a mulher pode continuar mesmo após o fim do relacionamento.
"A violência nem sempre deixa marcas visíveis. Ela pode continuar por meio do abuso econômico, da manipulação e do desgaste emocional."
