Na manhã desta terça-feira (04), dois corpos foram encontrados numa reserva florestal do assentamento Rio Paraná, em Castilho, cidade paulista que faz divisa com Mato Grosso do Sul.
Segundo a equipe do Corpo de Bombeiros, que chegou ao local logo após a denúncia, os corpos foram encontrados cerca de um quilômetro da linha férrea que passa dentro do assentamento, bem próximo da propriedade de uma das vítimas.
Segundo informações da Polícia Civil de Castilho, se trata de dois homens. Um deles foi reconhecido por uma sobrinha, se chamava Valdemir Alves Mais, e tinha 68 anos de idade. A outra vítima, ainda segundo a investigação policial, seria um andarilho, conhecido por Paraíba, e que morava de favor na propriedade de Valdemir.
A polícia suspeita que Valdemir teria se desentendimento com ocupantes de outro lote, que estariam consumindo a água da propriedade da vítima, sem permissão. A investigação já aponta alguns suspeitos que, segundo testemunhas, teriam discutido e ameaçado de morte o assentado, no último domingo.
A Polícia civil conversou com uma testemunha que diz ter visto a discussão e que os suspeitos seriam três homens de Três Lagoas.
A reportagem do Hoje Mais apurou que a outra vítima teria delatado um suposto furto de água da propriedade de Valdemir. O assentado então teria cortado o fornecimento gerando descontentamento dos suspeitos.
No domingo, um morador do assentamento chamou a polícia depois de encontrar o carro do filho de Valdemir incendiado dentro do assentamento. O veículo teria sido emprestado à vítima no último sábado, quando o filho teve contato com o pai pela última vez. O familiar chegou a registrar boletim de ocorrência sobre o desaparecimento do pai.
O caso segue sob investigação da Polícia civil de Castilho.
