O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) , por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) , deflagrou nesta quarta-feira (21) a Operação Colete de Troia . A ação cumpre dez mandados de busca e apreensão nos municípios de Dourados, Ivinhema, Rio Brilhante , em Mato Grosso do Sul, e Paranavaí , no Paraná.
As investigações começaram em meados de 2024 e apuram a possível participação de policiais penais em um esquema criminoso destinado a permitir a entrada de drogas, celulares e outros materiais ilícitos na Penitenciária Estadual de Dourados (PED) .
Segundo o Gaeco, policiais penais investigados teriam utilizado as funções públicas para atuar em conjunto com presos e outras pessoas de fora do sistema prisional, facilitando a entrada de produtos proibidos na unidade.
Drones eram usados no esquema
As apurações indicam que os materiais ilícitos eram introduzidos na Penitenciária Estadual de Dourados inclusive com o uso de drones .
Depois de ingressarem na unidade, os produtos poderiam ser distribuídos, comercializados ou consumidos dentro do estabelecimento prisional.
Para o Gaeco, os agentes investigados teriam subvertido os deveres relacionados ao cargo público para favorecer a atuação de uma organização criminosa.
Por que a operação se chama Colete de Troia?
O nome Operação Colete de Troia faz referência à história do Cavalo de Troia , presente na literatura clássica de Homero e Virgílio.
Na narrativa, a estrutura de madeira utilizada pelos gregos escondia soldados que conseguiram entrar na cidade inimiga e abrir seus portões por dentro.
De acordo com o Gaeco, a denominação faz uma analogia com o colete e a confiança associados à função de policial penal , que teriam sido utilizados como forma de dissimulação para facilitar a entrada do crime organizado no sistema prisional.
O que deveria representar uma proteção à sociedade teria sido transformado, segundo a investigação, em instrumento de infiltração criminosa.
Operação reúne forças de segurança
A ação contou com o apoio da Polícia Militar , por meio do Batalhão de Choque , do Comando de Operações Penitenciárias (Cope) , da Gerência de Inteligência Penitenciária e da Corregedoria da Agepen .
O trabalho também teve participação do Gaeco do Paraná .
Um representante da OAB/MS acompanhou as diligências realizadas na residência de uma advogada.
As investigações da Operação Colete de Troia apuram a atuação dos envolvidos no esquema de entrada e circulação de materiais ilícitos dentro da Penitenciária Estadual de Dourados.
Com informações MPMS
