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Julgamento de membros do PCC é adiado para junho

Última etapa do maior julgamento da história de Três Lagoas, que envolve o assassinato do policial aposentado Otacílio foi adiado por conta das paralisações dos caminhoneiros

Hojemais de Três Lagoas - Albecyr Pedro
30/05/18 às 14h10
Na primeira etapa do julgamento, ocorrido na quarta-feira, dia 9 de maio, Maicon Gomes de Souza foi condenado a 26 anos e quatro meses de prisão, enquanto que Cleverson Messias Pereira, sobrinho da vítima a 39 anos, cinco meses e dez dias também pelos mesmos crimes. (Albecyr Pedro)

O Juiz de Direito, Rodrigo Pedrini Marcos da 1ª Vara Criminal de Três Lagoas determinou o cancelamento da quarta e última etapa do maior julgamento da história do município, que envolve a morte do policial militar aposentado e mototaxista, Otacílio Pereira de Oliveira ocorrido em 2013.

De acordo com nota divulgada pelo magistrado, o julgamento deveria acontecer nesta quarta-feira, 30, porém por conta das paralisações dos caminhoneiros por todo o Brasil, foi transferido para o dia 13 de junho, às 13h.

“Diante destas circunstâncias verifico ser plausível a redesignação da última sessão do julgamento marcado para analisar este caso, justamente em decorrência da necessidade de mobilização de grande número de pessoas e recursos para a sua realização, como já ocorreu nas três sessões de julgamentos anteriores” – diz o magistrado em um trecho do comunicado.

Em outro trecho, o juiz afirma que diante da situação as paralisações geraram uma mobilização extraordinária das forças de segurança para monitorar o movimento e, em especificamente como relação a Três Lagoas, de convocar os policiais para trabalhar nesta sessão de julgamento poderia atrapalhar o esquema montado para acompanhar o movimento paredista.

“Nota-se também que a redesignação da próxima sessão, ainda que por outros motivos, também atenderia o pedido da defesa de um dos réus, que recentemente constitui um procurador nos autos e já havia feito um pedido de alteração da data do julgamento. Ante o exposto, cancelo a última sessão do julgamento”- finaliza o magistrado, através do comunicado.

Ao todo, seis réus acusados de formação de milícia privada; Michel Cazeto Ortiz, Douglas dos Santos Almeida ou “Dodô”, Ederson Santos de Oliveira, Francolino Teixeira da Silva, Fernando Anselmo dos Santos e Luís Felipe Miranda Rios Saito ou “Jamaica”, serão julgados nesta última etapa.

OUTRAS ETAPAS

Na primeira etapa do julgamento, ocorrido na quarta-feira, dia 9 de maio, Maicon Gomes de Souza foi condenado a 26 anos e quatro meses de prisão, enquanto que Cleverson Messias Pereira, sobrinho da vítima a 39 anos, cinco meses e dez dias também pelos mesmos crimes.

Marcos Barbosa foi inocentado do crime de homicídio duplamente qualificado, porém foi condenado a cumprir em regime semiaberto, a pena de sete anos, três meses e três dias pelo crime de formação de milícia.

Na segunda etapa, que aconteceu na segunda-feira, dia 14 de maio, o júri popular condenou; Jorge Aparecido dos Santos Silva a 51 anos, dois meses e 20 dias multa, Jair da Costa Silva, a 50 anos e sete meses e João Carlos Olegário da Silva, a 34 anos de prisão, a ser cumprido em regime fechado.

Os três réus, foram julgados pelo homicídio duplamente qualificado do policial militar aposentado e também pelo crime de formação de milícia.

A penúltima etapa, ocorrida em 23 de maio, condenou; Thiago Cintas Bertalia, a seis anos, dois meses e 20 dias, Fabrício da Silva Almerindo dos Santos, a quatro anos, Ivan Verdugo Maciel, a seis anos, dois meses e 20 dias, Jhonatan dos Santos Avelino, a cinco anos e oito meses, e Fernando Rodrigues Monteiro, a cinco anos e quatro meses de prisão.

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Otacílio foi morto a tiros quando chegava em sua casa na noite de 6 março de 2013 (Foto: Albecyr Pedro) (Albecyr Pedro)
Na segunda etapa, que aconteceu na segunda-feira, dia 14 de maio, o júri popular condenou; Jorge Aparecido dos Santos Silva a 51 anos, dois meses e 20 dias multa, Jair da Costa Silva, a 50 anos e sete meses e João Carlos Olegário da Silva, a 34 anos de prisão, a ser cumprido em regime fechado (Albecyr Pedro)
Forte esquema de segurança é realizado em torno do Fórum para receber os julgamentos (Albecyr Pedro)
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