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Major da PM e delegado falam sobre unificação das polícias

Hojemais ouviu a opinião do comandante da PM, Major Ênio e do Delegado da Polícia Civil, Rogério Makert

Hojemais Três Lagoas - Albecyr Pedro
15/07/18 às 08h29
Comandante do 2º Batalhão da Polícia Militar, Major Ênio de Souza. (Arquivo Hojemais)

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 430/09, que unifica as polícias - tanto a Civil quanto a Militar - está em tramitação na Câmara dos Deputados em Brasília-DF. Em Três Lagoas, o Hojemais ouviu a opinião do comandante do 2º Batalhão da Polícia Militar, Major Ênio de Souza e também o Delegado Regional da Polícia Civil, Rogério Makert.

Para o Delegado Regional o assunto ainda levará muito tempo. Segundo ele, antes mesmo deste projeto existir ele ouvia muitas discussões sobre o assunto.

De acordo com o delegado, tudo o que vier para melhorar a segurança pública e que os agentes policiais tenham mais condições de trabalho é bem-vindo, apesar de que, a união entre as forças policiais já seja uma realidade no Estado de Mato Grosso do Sul, principalmente nas cidades do interior onde é visto com mais intensidade.

“Ambas dependem uma da outra. Não há como as policias trabalharem isoladamente. Mas, se no futuro vir acontecer do projeto ser aprovado, vejo que no Estado e, especificamente, em Três Lagoas, não haverá nenhum problema. Já vivemos em uma grande força-tarefa” - destaca o delegado regional.

Ainda conforme explica, serviços de inteligência da Polícia Civil funcionam junto com o da Polícia Militar e isto não é diferente com o serviço da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Federal (PF).

“São sementinhas plantadas agora para que, no futuro, melhore e o trabalho não seja duplo” - finaliza.

Para o comandante da Polícia Militar de Três Lagoas, Major Ênio, o termo unificar tem de ser bem estudado, já que existe uma polícia administrativa e uma polícia judiciária. A administrativa é preventiva e ostensiva; a outra é investigativa. O código da Constituição Federal número 144 define estas funções.

“Temos visto que é real e traz resultado a integração nos moldes de polícia que tem hoje. Vejo que as ações são compartimentadas. Uma polícia vai até a prevenção do crime e não há uma continuidade deste trabalho” - explica o comandante.

Segundo ele, a Polícia Militar passa para a Civil e é refeito o trabalho.  “A Polícia Militar efetua a prisão e faz o boletim de ocorrência e esta ação é repetida na Polícia Civil” - destaca o comandante e cita como exemplo, o trabalho da Polícia Militar que chega ao local, ouve a vítima, faz o Boletim de ocorrência e vê que todo o trabalho é refeito.

“É um grande desgaste a burocracia do atual sistema. Seria interessante, na atual realidade, que ambas fizessem o ciclo completo para que toda a sociedade ganhe. Vemos grupos especializados em ambas as polícias. Cito como exemplo na Civil, o Garras - que anda uniformizado, viaturas caracterizadas que chegam a se assemelhar à Radiopatrulha” - finaliza.

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Delegado Regional da Polícia Civil, Rogério Makert. (Arquivo Hojemais)
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