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PF deflagra operação Circuito Fechado contra contrabando milionário de eletrônicos entre Paraguai, MS e PR

De acordo com a Polícia Federal, a ação representa o cerco final a uma rede criminosa transnacional responsável pelo ingresso e distribuição ilegal de eletrônicos no Brasil.

Da Redação
16/10/25 às 09h59
(Foto: Divulgação/PF)

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (16) a Operação Circuito Fechado, com o objetivo de desmantelar um esquema milionário de contrabando de eletrônicos de alto valor que saíam do Paraguai e entravam no Brasil pela divisa de Mato Grosso do Sul com o Paraná.

A ação cumpre dez mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal em Guaíra (PR). As ordens estão sendo executadas nos municípios de Mundo Novo (MS), Loanda (PR), Santa Isabel do Ivaí (PR), Umuarama (PR) e Assis (SP).

Em Mundo Novo, os policiais cumpriram um mandado de prisão preventiva e um de busca e apreensão. Segundo a PF, o alvo da ação tentou destruir o celular no momento da abordagem para apagar provas, mas foi impedido. O nome do investigado não foi divulgado.

Em Loanda, foram cumpridos cinco mandados de busca e três de prisão preventiva. Já em Santa Isabel do Ivaí, houve um mandado de busca e um de prisão, enquanto em Umuarama foi cumprido um mandado de busca. No interior de São Paulo, em Assis, a operação cumpriu dois mandados de busca e um de prisão preventiva.

De acordo com a Polícia Federal, a ação representa o cerco final a uma rede criminosa transnacional responsável pelo ingresso e distribuição ilegal de eletrônicos no Brasil.

As investigações começaram em 2024, após a apreensão de uma grande quantidade de celulares na região de Guaíra (PR). As apurações identificaram uma organização criminosa estruturada e hierarquizada, dedicada ao transporte, financiamento e revenda dos produtos contrabandeados.

O grupo utilizava rotas clandestinas ligando o Paraguai aos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, com veículos registrados em nome de terceiros, empresas de fachada e contas bancárias intermediárias para mascarar a origem dos bens e dos valores movimentados.

A PF estima que, ao longo de quatro anos, o grupo tenha movimentado cerca de R$ 32 milhões, apenas em créditos financeiros identificados.

Durante as apurações, a PF constatou que os criminosos realizavam viagens semanais para o transporte de centenas de aparelhos celulares, utilizando aplicativos de mensagens criptografadas e monitoramento em tempo real de barreiras policiais e fiscais.

Eles também movimentavam valores expressivos por meio de contas de pessoas físicas e jurídicas usadas como “testas de ferro”.

O nome “Circuito Fechado” faz referência tanto à vigilância constante mantida pelo grupo sobre suas rotas clandestinas quanto ao cerco montado pela Polícia Federal, que conseguiu desarticular toda a estrutura criminosa.

A operação mobiliza 50 policiais federais e conta ainda com o sequestro de bens móveis e imóveis ligados à atividade ilícita. Os investigados responderão por organização criminosa, descaminho e lavagem de dinheiro.

Com informações de Campo Grande News

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