Uma sala de parto, médicos, enfermeiras, instrumentadores. O anestesista comete um estupro com a paciente sedada, prestes a dar à luz. As enfermeiras conseguiram filmar e ele foi preso em flagrante. Isso é o que todo mundo sabe.
O caso parece tão surreal que é impossível de acreditar. As perguntas são muitas, mas sabemos que este é mais um caso que pertence à cultura do estupro.
Esta expressão começou a ser usada nos anos 70. Criada por feministas americanas, ela se refere ao fato de que todo o ambiente cultural em que estamos inseridos – normas, valores, práticas – são favoráveis ao crime de estupro e, justamente por causa disso, naturalizam e aceitam certos tipos de violência que acontecem com as mulheres.
