Com o objetivo de combater a dependência química, foi implantado no Estabelecimento Penal Feminino de Três Lagoas (MS), o projeto Recomeçar. A iniciativa teve inicio há pouco mais de 3 meses, que consiste em reuniões semanais com dinâmicas em grupo, palestras, apresentações de vídeos motivacionais, filmes e oficinas criativas.
Todas as quartas-feiras acontecem as reuniões, no período vespertino, e são coordenadas pelas agentes penitenciárias da área de Assistência e Perícia, Sandra Elisa Ferreira de Amorim (assistente social) e Juliana Muniz de Freitas (psicóloga). A iniciativa busca promover a conscientização sobre os efeitos das drogas, o enfrentamento e a superação dessa dependência.
Baseado nos 12 Passos do grupo Narcóticos Anônimos (NA), e na dialética do “ensinar-aprender”, o projeto proporciona uma interação entre as pessoas, que tanto aprendem como também ensinam, mesmo que seja apenas pela própria experiência de vida.
Uma vez por mês a reunião conta com a presença dos integrantes do Grupo Narcóticos Anônimos da cidade de Araçatuba (SP), que compartilham situações vívidas durante o uso de drogas, com a intenção de fortalecer ainda mais os encontros.
A reeducanda R.S.C. afirma que, apesar de estar atrás das grades a participação nesse projeto a fez descobrir coisas diferentes e capazes de lhe ajudar a lidar com as situações conflituosas e assim tentar lá fora ser feliz e estar com as pessoas que a amam de verdade e que não soube valorizar por estar sob efeito de drogas.
É oferecido acompanhamento individual psicológico e social, oficinas de arte e artesanato, que são estratégia para atrair e manter o grupo unido, com isso valorizando as habilidades, conhecimentos e criatividade das participantes.
“Não encontramos resistências por parte delas, muito pelo contrário, se manifestaram favoráveis. Na maioria das vezes, só precisam de oportunidade para dar o primeiro passo em direção a um outro tipo de vida e esse projeto é o incentivo que muitas precisavam”, destaca a diretora da unidade penal, Leonice Miranda Rocha Guarini.
“O foco é proporcionar mudanças na vida de muitos internos, mesmo porque é um momento de conscientização sobre o uso abusivo das drogas e suas consequências negativas”, ressalta o diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves.