Um promotor de vendas de 27 anos, morador em um condomínio de casas no bairro Nova Iorque, em Araçatuba (SP), foi preso na noite de domingo (29), acusado de sequestrar uma professora de 24 anos.
A jovem, que segundo ele, seria namorada dele, foi encontrada trancada na casa dele e chorava bastante, de acordo com a polícia.
Policiais militares foram ao condomínio por volta das 19h, após denúncia de que eram ouvidos gritos de voz feminina pedindo por socorro em uma das casas. Chegando no local, uma testemunha aguardava na entrada do condomínio, informou a casa de onde vinham os gritos e o imóvel estava com a porta trancada.
Após bater na porta, os policiais foram atendidos pelo promotor de vendas. Ele apareceu na sacada vestindo apenas cueca e disse que iria abrir a porta. Enquanto aguardavam, os policiais ouviram uma pessoa do sexo feminino gritar "tira a mão de mim" .
Invadiram
Como o morador demorou para abrir a porta, os policiais passaram a analisar o imóvel e perceberam que havia uma janela aberta, sem grades de proteção, e decidiram invadir.
Eles tiveram acesso ao piso superior, onde encontraram mais uma porta trancada. Novamente bateram, mas não foram atendidos pelo rapaz, que argumentou que não estava conseguindo abrir a porta.
Enquanto os policiais aguardavam, ele jogou três molho de chaves pela sacada, mas nenhuma delas abriu a porta.
Desesperada
Como a vítima continuava a gritar e, com voz de choro dizia: "desencosta de mim, tira a mão de mim, deixa eu sair, eu só quero ir embora", a porta do quarto foi arrombada.
O acusado foi detido ainda de cueca. A professora estava vestida, tinha lesões aparentes no pescoço e havia sangue no chão. Muito assustada e chorando, ela só dizia que queria ir embora, mas o promotor de vendas não a deixava sair, segundo a polícia.
Namorada
Já o investigado alegava que não havia feito nada, que gostava da vítima, afirmando que ela seria namorada dele.
O promotor de vendas foi preso em flagrante e levado para o plantão policial. Ele será indiciado por sequestro e cárcere privado, lesão corporal e violência doméstica. Após ser ouvido, ele ficou à disposição da Justiça.
A professora também foi ouvida e liberada em seguida.