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Proprietário de boate é preso por tráfico internacional de pessoas

As garotas eram obrigadas a se prostituir até que fosse pago o valor que ele, supostamente, teria investido nas mesmas. Tais valores incluíam estadia na boate, alimentação, bebidas e comissão de programas realizados.

Da Redação - Hojemais Três Lagoas
22/01/19 às 13h31
A pena pode chegar até 13 anos de prisão. Foto: Polícia Civil de Brasilândia

A Polícia Civil de Brasilândia prendeu em flagrante  o dono de uma boate localizada na cidade, o mesmo é acusado de tráfico internacional de pessoas e por manter casa de prostituição.

A ação foi realizada após a Polícia Civil ter apurado que garotas de programas que trabalhavam no local eram impedidas de sair da boate caso não pagassem as dívidas contraídas com o dono do estabelecimento, dívidas as quais eram originadas desde o consumo com alimentação, bebida e até taxas que as garotas deviam por programa realizado.

A equipe apurou que três cidadãs paraguaias que trabalhavam no local tentaram fugir na tarde desta segunda-feira (21), mas foram perseguidas pelo proprietário da boate, que retirou o dinheiro, telefone celular e bagagem de uma delas, alegando que a mesma ainda não havia dado o retorno do investimento feito nela e por isso não poderia ir embora para seu país de origem.

Documentos apreendidos pela Polícia Civil comprovam que o proprietário da boate financiava a vinda das cidadãs paraguaias para o Brasil, onde eram obrigadas a se prostituir até que fosse pago o valor que ele, supostamente, teria investido nas garotas de programas. 

Foram apreendidos tikets de passagens desde Foz do Iguaçú-PR até a região de Brasilândia, bem como comprovantes de pagamentos feitos em casa de câmbio, cujos favorecidos eram cidadão paraguaios, indicando a ocorrência de tráfico de seres humanos, onde pena chega a 8 anos de reclusão. A pena por manter a casa de prostituição pode chegar até cinco anos de reclusão.

Segundo o Delegado Thiago José Passos da Silva foram apreendidos no local preservativos, cadernos com anotações sobre os programas e consumo das garotas e uma máquina de cartão de crédito.

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A Polícia Civil vai solicitar a quebra de sigilo do equipamento e ouvir as pessoas que fizeram gastos com cartão de crédito ou débito no local, para apuração mais detalhada do crime.

"As cidadãs paraguaias resgatadas foram ouvidas na delegacia e liberadas, indicando que seguiriam viagem para seu pais de origem"- disse o Delegado.

Todas apresentavam documentos de migração. A Polícia Civil vai encaminhar o ofício à Polícia Federal com os dados das cidadãs paraguaias para verificação da legalidade do ingresso no país e possível procedimento de expulsão do Brasil.

A equipe responsável pelo caso, solicita que tem informações sobre esse tipo de crime ou qualquer outra modalidade criminosa (drogas, armas de fogo, furtos, etc..) que colabore com a Justiça fazendo um denúncia anônima. 

A Polícia Civil dispõe de uma linha telefônica exclusiva para denúncias anônimas: (67)999879169 (as denúncias podem ser feitas no mesmo telefone por meio de WhatsApp) - finalizou o Delegado.

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