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Zumbi do crack tomam conta das ruas e espalham pânico entre moradores do Paranapungá

Além do consumo à luz do dia, moradores afirmam que o bairro também enfrenta furtos, brigas entre os próprios usuários e situações de prostituição.

Danielle Brito - Hojemais Três Lagoas
30/09/25 às 08h38
Imagem cedida pelos moradores

O clima de insegurança tomou conta do bairro Jardim Paranapungá, em Três Lagoas. Moradores relatam que o aumento de usuários de drogas e álcool circulando pelas ruas, em situação de completo descontrole, tem transformado a rotina em um cenário de medo constante.

Descritos como “zumbis”, os dependentes se aglomeram em frente às casas para consumir entorpecentes e bebidas, em plena luz do dia, sem qualquer receio.

Famílias inteiras afirmam que já não se sentem seguras nem para sair de casa. Além do consumo de drogas e álcool nas calçadas, são comuns relatos de brigas, furtos, prostituição e até práticas sexuais em público. Muitos moradores dizem estar “reféns” dentro das próprias residências.

A situação é tão grave que vizinhos se organizaram em um grupo de WhatsApp, usado para alertar sobre movimentações suspeitas e compartilhar imagens de aglomerações de usuários, numa tentativa de se proteger. Câmeras de segurança também começaram a ser instaladas nas casas para reforçar a vigilância.

"Não aguentamos mais. Eles ficam em frente das casas, usando drogas, bebendo, brigando e até fazendo sexo. A gente está preso dentro de casa por medo", desabafou um morador, que preferiu não se identificar.

Um ponto considerado crítico é a Rua Aniz Irab, onde uma residência vazia após a morte do proprietário se tornou local de encontro dos dependentes.

“Estamos pedindo apoio da imprensa, da polícia e dos vereadores para que alguma providência seja tomada. O bairro está à mercê de roubos, furtos, sexo e consumo de drogas em plena rua”, declarou a moradora A.C.S.

Imagens obtidas pelo Hojemais mostram a gravidade da situação: jovens, adultos e até idosos perambulam desnorteados pelas ruas, colocando em risco a segurança de quem precisa circular pelo bairro.

As esquinas mais citadas como pontos críticos são: Rua Mizael Garcia Moreira com Rui José da Costa; Cacilda Arantes com Rui José da Costa; além da Rua Aniz Irab.

Diante do cenário, moradores marcaram uma reunião para o dia 6 de outubro, as 19 horas, na Igreja São Judas Tadeu, onde um vereador deve ouvir as queixas da população e buscar alternativas para conter a escalada da criminalidade e devolver a sensação de segurança ao bairro.

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