ESTRANHOS NO NINHO
Orquestrado via Facebook um grupo de pessoas compareceu vestido de preto à Câmara de Três Lagoas nesta terça-feira (4) para protestar contra a suspensão de projetos da cultura e demissão de contratados. Desta forma, todos que compareceram à Casa de Leis trajando esta cor acabaram sendo confundidos com os manifestantes. Muitos, porém, sequer sabiam o que estava acontecendo.
DISCURSO INDIGESTO
Quem também compareceu à sessão foi o presidente do Sindicato Rural, pecuarista Marco Garcia, tendo que assistir a um discurso inflamado do vereador Gilmar Tosta (PT) que, ao defender o seu partido e a presidente Dilma Rousseff, disse que os pecuaristas estão vivendo a melhor fase de suas vidas, onde vendem a arroba do boi por cerca de R$ 60 dólares, quando no Governo tucano o preço era em torno de 15 dólares.
SEM ACORDO
Definitivamente, o PSB não consegue falar a mesma língua na Câmara de Três Lagoas. Desta vez o desencontro ocorreu entre os vereadores Apóstolo Ivanildo e Amilson Torres. O primeiro propôs título de cidadão três-lagoense à juíza Rosângela Alves de Lima Fávero, petição duramente criticada pelo colega, por entender que a magistrada não é merecedora da honraria.
FORA DA CASINHA
Evangélico, Torres disse que glorificará a Deus se os colegas de Casa “cancelarem” o requerimento que concede o título. O pior de tudo, é que até ele mesmo votou favorável à concessão do título à juíza. Em tempo: o requerimento da Câmara não permite que requerimentos sejam cancelados.
TERRENO NA LUA
“Vender terreno na lua é fácil”, disse o vereador Rialino (PMDB), criticando os colegas oposicionistas (leia-se Jorge Martinho e Gil do Jupiá) que, “de forma irresponsável, adotam discursos que o público quer ouvir, sem se preocuparem com as consequências”.
QUADRILHA
Já o vereador Jorge Martinho, em mais uma vez que usou a tribuna para criticar a prefeita Márcia Moura, disse que é preciso extinguir a quadrilha que existe em Três Lagoas para se apoderar do dinheiro público.
NOME AOS BOIS
Diante da acusação, o líder da prefeita, vereador Rialino (PMDB), instigou o oposicionista a citar o nome de, pelo menos um quadrilheiro, lembrando que para caracterizar formação de quadrilha são necessárias, no mínimo, três pessoas. Nenhum nome foi citado.