Pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com diagnóstico recente de leucemia mieloide aguda (LMA) e que não podem ser submetidos à quimioterapia intensiva passarão a contar com uma nova opção terapêutica. O Ministério da Saúde oficializou a incorporação do medicamento venetoclax , em associação à azacitidina , para esse grupo de pacientes.
A decisão foi publicada nesta segunda-feira (15) no Diário Oficial da União por meio da Portaria SCTIE/MS nº 30. O tratamento será destinado a adultos recém-diagnosticados com a doença e considerados inelegíveis para o tratamento quimioterápico convencional, conforme critérios estabelecidos pelo Protocolo Clínico do Ministério da Saúde.
A incorporação do novo esquema terapêutico busca beneficiar pacientes que apresentam limitações para receber tratamentos mais agressivos, seja por idade avançada, fragilidade clínica ou outras condições de saúde. Conforme determina a portaria, o SUS terá prazo máximo de 180 dias para disponibilizar a terapia na rede pública.
A leucemia mieloide aguda é um tipo de câncer que afeta as células-tronco da medula óssea. A doença é provocada por mutações genéticas que levam à produção excessiva de glóbulos brancos imaturos, comprometendo a formação das células sanguíneas saudáveis.
Entre os principais sintomas da doença estão anemia , fadiga , infecções frequentes, perda de peso, diminuição do apetite, febre, dores de cabeça, falta de ar, além do surgimento de hematomas e sangramentos. A enfermidade costuma apresentar evolução rápida e exige acompanhamento especializado.
O tratamento da leucemia mieloide aguda varia de acordo com a gravidade do quadro e a resposta de cada paciente. As opções terapêuticas podem incluir quimioterapia , imunoterapia , radioterapia e transplante de medula óssea .
