Apesar de ser menos recorrente que o câncer de próstata e pênis, o câncer de testículo representa 5% do total de casos de câncer entre os homens, sendo mais comum em idade reprodutiva, entre os 20 e 40 anos. Nessa faixa etária é comum que os sintomas sejam confundidos com doenças sexualmente transmissíveis, o que justifica a preocupação médica.
Nesse mês de abril a área da saúde destaca a cor lilás, que chama atenção para conscientização contra a doença, considerada de progressão rápida, sendo assim, quanto antes o diagnóstico mais chances de cura o paciente tem!
Diante desse cenário, o Portal Hojemais conversou com a equipe de oncologistas do Instituto do Câncer de Três Lagoas, que abordaram os fatores de risco, os sintomas e algumas formas de prevenção contra o câncer de testículo. Para saber mais, continue a leitura e confira!
A idade reprodutiva é de fato uma fase com a maior recorrência da doença, entretanto, existem outros fatores que podem aumentar as chances de desenvolvimento do câncer de testículo, sendo eles:
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Criptorquidia: acontece durante o desenvolvimento do feto quando um testículo (ou ambos) não descem da cavidade abdominal para a bolsa escrotal;
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Doenças raras como a síndrome de Klinefelter, onde há um cromossomo X a mais (47,XXY);
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Câncer de testículo prévio: apresentam 3% de risco;
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Traumas ou lesões na bolsa escrotal;
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Histórico familiar com a doença;
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Infertilidade;
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HIV
Atenção aos sintomas do câncer de testículo
“Saber identificar os sintomas pode ser a chave para o diagnóstico precoce aliado ao tratamento, e quando isso ocorre o câncer pode ser facilmente curado sem apresentar altos índices de mortalidade” – aponta a equipe do ICTL.
Nódulo ou inchaço no testículo
Apesar de ser indolor na maioria dos casos, os nódulos são perceptíveis e se apresentam como um inchaço ou um endurecimento nas regiões. Dito isso, é preciso ficar atento a esses sinais, que quando percebidos requerem uma avaliação médica, mesmo não havendo dor apenas alterações na aparência.
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Crescimento ou dor na mama
“Mas como assim dor na mama?” – É simples, isso ocorre devido ao aumento da secreção do hormônio gonadotrofina coriônica (HCG), que estimula o crescimento e desenvolvimento da mama. Quando esse sintoma surge, também é comum haver dor na região, sendo assim, sensibilidade na mama é também um sintoma de câncer no testículo.
Sintomas em casos avançados
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Dor na parte inferior das costas;
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Falta de ar, dor no peito e tosse demonstram que a doença pode ter avançado para os pulmões;
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Dor abdominal, quando há metástases para o fígado;
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Dor de cabeça e confusão quando atinge o cérebro.
“Caso exista a presença de qualquer sintoma citado, é imprescindível a busca por um médico urologista para entender a causa e realizar exames complementares e caso confirmado o câncer, o tratamento é encaminhado para o oncologista. Por isso, a importância do homem conhecer seu corpo e estar atento às mudanças" – acrescentam.
Como detectar o câncer de testículo
Para os médicos oncologistas, uma das melhores formas de prevenir o câncer de testículo é por meio do autoexame, uma vez que as alterações são visíveis e podem ser notar ao tocar ou apalpar a região.
Lembrando que não é possível confirmar o câncer de testículo com o autoexame, mas é desta maneira que percebe-se um possível problema e recorre-se ao médico especializado.
O Ultrassom é um dos exames mais eficazes para confirmação ou descarte da doença, sendo possível visualizar o estágio e a relação com estruturas vizinhas. Além disso, o exame pode também identificar a doença em seu estágio primário, ou seja, quando ainda não pode ser percebida pelo autoexame, o que torna os check ups periódicos ainda mais importantes.
Substâncias originárias das células cancerígenas atingem o sangue, sendo possível a detecção por meio do exame. Os marcadores que demonstram a presença do tumor são: Beta-hCG, o DHL e a Alfa-Fetoproteína.
Após o câncer de testículo
“Muitos homens preferem a dúvida ao diagnóstico e isso ocorre por medo de como será após o tratamento, entretanto, mesmo quando necessário a retirada de um testículo, isso não altera de forma brusca a fisiologia de uma pessoa, sendo perfeitamente possível ter uma vida normal” – destacam os médicos.
Embora ocorra uma redução no número de espermatozóide, a equipe afirma que isso isoladamente não torna o homem infértil, entretanto, conforme vista em outros blogs a quimioterapia combinado ao tratamento cirúrgico pode aumentar as chances de infertilidade, porém, hoje existe a oncofertilidade, que objetiva preservar a saúde fértil de paciente que estão em tratamento contra o câncer.
Contudo, estar atento às mudanças do corpo é um cuidado diário com a vida. Não deixe para depois, repare os sintomas e ao menor sinal de dúvida procure um médico especialista.
Conscientizar é salvar vidas. Este mês, e em todos os outros, esteja atento aos sintomas do câncer de testículo. Para agendar sua avaliação no Instituto do Câncer de Três Lagoas, Mato Grosso do Sul – MS, clique no botão abaixo!
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