No Brasil, o câncer de pulmão é o segundo mais comum, perdendo espaço apenas para o câncer de pele não melanoma. Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o país teve cerca de 30 mil novos casos e 29 mil mortes pela doença em 2020, sendo esse o câncer que mais mata no mundo inteiro há 37 anos.
De acordo com os oncologistas do Instituto do Câncer de Três Lagoas, a doença tem cura, sobretudo quando diagnosticada precocemente, entretanto, uma das principais dificuldades do enfrentamento é o fato da doença ser silenciosa, com poucos sintomas na fase inicial, o que dificulta muito o diagnóstico precoce.
Quais as causas do câncer de pulmão
Para a equipe, 85% dos casos de câncer de pulmão estão relacionados ao tabagismo, e isso inclui até mesmo o fumante passivo.
Embora o cigarro seja o principal fator de risco, a exposição constante a poluentes no ar também pode aumentar o risco desse tumor. Desse modo, pessoas que trabalham nas indústrias, construção civil, bombeiros, mecânicos e outros podem estar mais suscetíveis a ele, devido a exposição constante a minérios radioativos e asbestos.
No que tange o histórico familiar e fatores genéticos, os casos são raros, com uma baixa influência no desenvolvimento.
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Conforme citado anteriormente, na fase inicial é raro a presença de sintomas, entretanto quando já avançado, o câncer de pulmão pode apresentar os seguintes sintomas:
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Tosse persistente (pode ter ou não a presença de sangue);
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Dor no peito;
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Rouquidão;
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Perda de peso;
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Cansaço frequente;
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Falta de ar.
“Quando esses sintomas surgem é importante que o paciente logo de imediato procure um médico, especialmente fumantes ou pessoas que fumaram durante muito tempo”
Segundo a equipe do ICTL, nesse momento os principais exames solicitados são os raios X e tomografia de tórax, bem como outros exames complementares como PET-CT (exame que revela alterações no metabolismo celular) e biópsia.
“Estudos recentes mostram que a realização da tomografia de tórax em baixo nível de radiação em fumantes ou ex-fumantes a partir dos 55 anos, pode reduzir em até 20% a mortalidade pela doença. Entretanto, estratégias de rastreio devem sempre ser discutidas com um médico especialista no assunto” – explicam os oncologistas do ICTL.
A evolução no tratamento do câncer de pulmão
Os especialistas explicam que o tratamento vai depender do estágio em que o câncer se encontra. Quando ele está em estágio inicial e não se espalhou para outros órgãos, geralmente o procedimento a ser seguido é a cirurgia para retirada, como alternativa, a radiocirurgia, que é uma radioterapia muito direcionada.
Casos mais avançados, mas sem lesões a distância o ideal é aliar radio e quimioterapia ainda com o objetivo de curar o paciente. Se ela responde ao tratamento, pode-se acrescentar a imunoterapia, que visa potencializar o sistema imunológico para combater infecções e outras doenças.
“Quando se verifica a presença de metástase, o melhor caminho vai depender do tipo de tumor. Nesses casos, é comum a quimioterapia entretanto, em todos os casos o melhor tratamento só pode ser definido pelo médico especialista” – acrescentaram
Para a equipe, o diagnóstico precoce continua sendo um desafio, podendo ser a chave para a cura da doença.
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