Em maio deste ano, o gigante goleiro do Rangers, Andy Goram anunciou que está lutando contra um câncer terminal e tem apenas mais 6 meses de vida. Em uma entrevista para a BBC News, o jogador de 58 anos contou que foi diagnosticado com um câncer de esôfago (tubo que liga a garganta ao estômago) e que inicialmente ignorou alguns dos sintomas causados pela doença.
“Achei que estava com uma indigestão grave. Era como se minha garganta estivesse bloqueada", disse ele.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de esôfago é o sexto mais frequente entre os homens e o 15º entre as mulheres, sendo o oitavo mais frequente no mundo, com uma incidência duas vezes maior entre o sexo masculino.
Apesar de raro, o tumor está entre os de crescimento mais acelerado e na maioria dos casos, quando diagnosticado já começou a disseminar células cancerígenas para outros órgãos saudáveis, como no caso do goleiro.
Diante desse cenário, o Portal Hojemais conversou com a equipe de oncologistas do Instituto do Câncer de Três Lagoas (ICTL), que abordaram os sintomas que não devem ser ignorados, os fatores de risco e as formas de prevenção ao câncer de esôfago. Confira:
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de esôfago é o sexto mais frequente entre os homens e o 15º entre as mulheres, sendo o oitavo mais frequente no mundo
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Como o câncer de esôfago se desenvolve?
De acordo com os médicos não existe uma causa comprovado no desenvolvimento do tumor, entretanto, o que se sabe é que existem alguns fatores de risco que estão relacionados ao desenvolvimento da doença.
-
Consumo frequente de bebidas muito quentes como chimarrão, em temperatura de 65ºC ou mais;
-
Consumo de bebidas alcoólicas demasiado;
-
Excesso de gordura corporal e obesidade doença do refluxo gastroesofagiano (DRGE);
-
O tabagismo isoladamente é responsável por 25% dos casos. O risco aumenta rapidamente com a quantidade de cigarros consumida.
-
Tem maior incidência em histórico pessoal de câncer de cabeça, pescoço ou pulmão.
-
Infecção pelo Papilomavírus humano (HPV).
-
Tilose (espessamento da pele nas palmas das mãos e na planta dos pés), acalasia (falta de relaxamento do esfíncter entre o esôfago e o estômago), esôfago de Barrett (crescimento anormal de células do tipo colunar para dentro do esôfago), lesões cáusticas (queimaduras) no esôfago e Síndrome de Plummer-Vinson (deficiência de ferro).
-
Exposição a poeiras da construção civil (carvão e metal), vapores de combustíveis fósseis, óleo mineral, herbicidas, ácido sulfúrico e negro.
Quais os sintomas do câncer de esôfago?
“Quando no início, o câncer não costuma apresentar nenhum sinal. Porém, conforme a doença avança podem surgir sintomas como dificuldades para engolir dor retroesternal (atrás do osso do meio do peito), dor torácica, sensação de obstrução à passagem do alimento, náuseas, vômitos e perda do apetite”
Na maioria dos casos, quando surge a dificuldade para engolir a doença já está em estado avançado. Consequentemente, a perda de peso tende a ser acentuada e pode chegar até 10% do peso corporal.
É possível detectar o câncer de esôfago precocemente?
Para a equipe de oncologistas, a única forma de detectar o câncer de forma rápida é não negligenciando os sintomas. Pessoas que fazem parte do grupo de risco podem conversar com o médico a respeito do rastreamento, realizado por meio de exames periódicos.
Sinais mais comuns que devem ser investigados:
-
Dificuldade em engolir;
-
Refluxo;
-
Dor epigástrica (parte alta do abdômen);
-
Perda de peso.
“O câncer de esôfago é raro, sendo assim, a presença isolada desses sintomas nem sempre significam a existência da doença. No entanto, procurar um médico quando identificar alguns desses sintomas é fundamental. A atitude pode ser decisiva no sucesso do tratamento”
Como é feito o tratamento
Quando feito o diagnóstico, o tratamento é definido de acordo com o estágio em que doença está. Contudo, o tratamento( curativo e paliativo) pode ser baseado em cirurgia, radioterapia e quimioterapia, de forma isolada ou combinada.
Nos casos iniciais, o tumor pode ser tratado por ressecção local durante a endoscopia, sem a necessidade de procedimento cirúrgico formal.
Quando a doença se encontra em estágio avançado e com o paciente muito debilitado, o tratamento é paliativo e pode ser baseado em quimioterapia e radioterapia.
“O câncer de esôfago é realmente muito agressivo e silencioso, sendo assim, o ideal é abandonar os hábitos que contribuem para o surgimento da doença, como tabagismo e etilismo. Recomenda-se também a prática de atividades físicas aliada a uma alimentação balanceada para evitar o excesso de peso, fazer sexo seguro e uso de EPI’s caso o trabalho exija o contato com algumas das substâncias que citadas como fatores de risco”
Para agendar sua avaliação no Instituto do Câncer de Três Lagoas, clique no botão abaixo!
Gostou do blog e quer ter acesso a outros conteúdos informativos sobre tratamento oncológico, saúde, bem-estar, qualidade de vida, pesquisas e muito mais? – Então aproveite e siga a página do Instituto do Câncer Brasil de Três Lagoas por meio das redes sociais.