Apesar de pouco difundida, no Brasil a biópsia líquida já é uma realidade, onde a análise baseia-se comumente na utilização de material sanguíneo, podendo também utilizar urina e outros fluídos corporais. Por meio do exame, é possível analisar a existência de células de um tumor maligno ou de fragmentos do DNA das células tumorais.
De acordo com Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica, o nome biópsia líquida é usado para se diferenciar da biópsia sólida, onde é necessário retirar um pequeno fragmento do tumor para análise, uma técnica comum no rastreio e mais invasiva.
Como o exame é relativamente novo, os profissionais do
Instituto do Câncer de Três Lagoas
afirmam que a técnica pode oferecer muito mais no futuro. Até o momento, o exame permite avaliar a eficácia de um tratamento (como a quimioterapia), e a possibilidade de recidiva (volta do câncer) em um paciente já em remissão pela análise de presença de células tumorais após o fim de um tratamento.
A utilização da biópsia líquida tem maior uso em pacientes com câncer colorretal e câncer de pulmão, doenças com maior número de pesquisas no mercado e que reforçam os benefícios da técnica.
Para os oncologistas do ICTL, nos próximos anos a técnica deve ser aprimorada, podendo indicar células cancerosas antes mesmo do tumor aparecer, com informações específicas sobre o tipo de câncer.
“Se o investimento na biópsia líquida realmente ocorrer, será um grande avanço no tratamento de diversos tumores, tendo em vista que o exame pode permitir uma intervenção precoce, algo fundamental para o sucesso no tratamento de diversos cânceres" – explicou a equipe do ICTL.
O que deve ser melhorado nos próximos anos
Para os oncologistas do Instituto do Câncer de Três Lagoas, a biópsia líquida ainda não atingiu todo seu potencial tecnológico, sendo assim, o exame deve ser visto como uma medida complementar e não como um exame único, ou seja, a biópsia líquida ainda não pode ser utilizada como palavra final, para afirmar se existe ou não a presença de um tumor.
“A falta de segurança no exame não é única problemática, tendo em vista que o valor da biópsia líquida no Brasil é ainda inacessível, podendo variar entre seis e quinze mil reais, e por ser algo novo, os convênios não cobrem tal despesa” – acrescentaram.
Apesar dos pontos negativos, os médicos preveem uma melhora no acesso conforme o aprimoramento da técnica, e segundo eles, quando isso ocorrer os ganhos serão inúmeros, com uma simplificação no rastreamento, agilidade no tempo de resultado e direcionamento de escolha para o melhor tratamento.
“Sabemos que algumas mutações específicas respondem melhor a alguns tipos de tratamentos, e algumas delas aparecem na corrente sanguínea. Por meio do exame é possível ter acesso a essa identificação, evitando procedimentos cirúrgicos" – finalizaram.
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