O nascimento de um bebê prematuro é um momento de desafios e cuidados intensivos, que exigem uma atenção especializada para garantir o seu desenvolvimento saudável. No entanto, a jornada não termina com a alta hospitalar e o acompanhamento é crucial para monitorar o crescimento e o bem-estar desses pequenos, conhecido como “follow-up”.
Para ajudar a esclarecer sobre o que se trata esse termo e a importância do seguimento contínuo, o Portal Hojemais conversou com a renomada pediatra e neonatologista
Dra. Karina Moura (CRM-MS 6956 / RQE 3906 - RQE 4083),
a profissional responsável por realizar o ambulatório de alto risco em Três Lagoas, tanto na Rede Municipal de Saúde na Clínica da Criança, quanto em seu consultório.
Dra. Karina Moura (CRM-MS 6956 / RQE 3906 - RQE 4083)
Segundo a médica, o termo “follow-up” diz respeito à continuidade de cuidados de nenéns recém-nascidos e prematuros de alto risco, que tem como objetivo diagnosticar problemas de saúde o mais rápido possível, para uma intervenção médica mais eficaz. Trata-se de um método para melhorar a atenção à saúde.
“O follow-up é essencial no caso de bebês recém-nascidos, para averiguar se há algum comprometimento em seu estado de saúde, seja no âmbito nutricional, do crescimento, do desenvolvimento ou em condições patológicas” – compartilha.
Quais são os recém-nascidos de alto risco?
Geralmente, os RN considerados de alto risco são: os que apresentam asfixia perinatal, peso de nascimento abaixo de 1,5 kg, prematuros com problemas neurológicos, prematuros pequenos para a idade gestacional, com infecções ou malformações congênitas e síndromes genéticas.
Após a alta hospitalar, as crianças devem ser atendidas em nível ambulatorial em que são abordados diversos aspectos, desde o desenvolvimento motor até a saúde emocional do bebê e da família. Além disso, o suporte é multidisciplinar nesse processo, envolvendo outros profissionais para garantir um cuidado integral e personalizado.
O recomendado é que a primeira consulta aconteça entre as primeiras 48h e 7 dias depois de sair do hospital, com revisões mensais até os seis meses de idade. Até o 1º aninho, as consultas devem ser feitas a cada dois meses, seguidas de retornos de quatro em quatro meses até completar dois anos e de forma semestral até os quatro anos de idade.
“Mesmo ao atingir a idade escolar, é necessário ter um acompanhamento médico e pediátrico regularmente, com consultas sendo realizadas ao menos uma vez por ano até a criança atingir a puberdade” – afirma.
Imagem ilustrativa
Essas consultas servem para identificar problemas de desenvolvimento infantil, detectar e atuar de forma mais ágil e, principalmente, para dar apoio aos pais e familiares e ajudar no esclarecimento de cada situação.
“O acompanhamento de saúde do prematuro vai muito além de exames e medições. É um ato de amor e dedicação contínuos, um compromisso de toda uma equipe em assegurar o melhor futuro possível para esses bebês tão especiais” – conclui.
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