O choro é o primeiro sinal de comunicação de um neném, e a partir desse marco, o desenvolvimento da fala se torna a chave essencial para um crescimento saudável, bem como um momento muito aguardado pelos pais. No entanto, surge uma dúvida: quanto tempo é considerado ideal para que isso ocorra?
A
Dra. Karina Moura (CRM-MS 6956 / RQE 3906 - RQE 4083),
referência em pediatria em Três Lagoas, aborda essa questão e explica ao Portal Hojemais sobre o atraso na fala e quando os pais devem se preocupar e buscar ajuda de profissionais.
Segundo a médica, cada criança é única, assim como o seu processo de desenvolvimento, e apresentam seu próprio tempo, sem poder compará-las com os demais pequenos. A fala chega a ser influenciada por diversos fatores, como a exposição à linguagem, o ambiente familiar e a predisposição genética.
Mas algumas etapas, se não atingidas, podem indicar condições e certas preocupações, como ocorre com a linguagem.
“Desde o nascimento, o bebê passa por fases quando se trata do desenvolvimento da fala. Entre os 4 e 5 meses, a criança já emite balbucios e sons irreconhecíveis, o esperado é que a fala inicie entre os 2 a 3 anos de vida da criança, com frases e expressões” – afirma.
O que fazer quando se desconfia de atraso na fala?
O recomendado é que no período entre 2 e 5 anos da infância, a criança faça uso da linguagem oral e comece a desenvolver suas habilidades. Caso a família perceba a necessidade ou esteja desconfiada, deve-se procurar um pediatra para analisar a situação e, dependendo do diagnóstico, encaminhar para um fonoaudiólogo.
“Uma intervenção precoce pode ser o diferencial quando identificado alguma condição. Os principais sinais que indicam que está na hora de recorrer a um especialista é a ausência da fala e de emissão de sons até os 18 meses, uma fala incompreensível e problemas na fluência da língua por volta dos 4 e 5 anos. Além da estagnação do progresso em qualquer etapa” – esclarece.
As vogais costumam ser os primeiros sons que as crianças aprendem, seguido das consoantes, até que aumentam o repertório e começam a emitir palavras, frases. Aos 3 anos, é possível identificar cerca de 75% de inteligibilidade na fala, ou seja, o pequeno já pode ser entendido por outras pessoas.
O papel dos pais no desenvolvimento da fala:
Os pais, responsáveis e familiares são parceiros nessa caminhada, sendo preciso apoiar, incentivar e estimular as crianças no processo da fala. Isso pode ser feito em atividades simples como uma brincadeira, leitura de histórias curtas e com desenhos.
“De maneira lúdica, a criança pode ter sua fala incentivada, a exposição à fala é muito importante. Brinque com os sons, as imitações e sequências de ações com falas, aproveitar dos brinquedos e dos momentos com eles é também parte do desenvolvimento” – conclui.
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