Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), estima-se que para cada ano do triênio 2020/2022, sejam diagnosticados no Brasil cerca de 6.650 novos casos de câncer de ovário, doença que ocupa o quinto lugar de morte por câncer entre as mulheres e ainda mais comum após os 63 anos ou mais.
Por ser um câncer silencioso e sem um exame específico para rastreamento e detecção precoce, a letalidade da doença é alta quando comparada a chance de uma mulher desenvolver o tumor. Cenário que pode ser explicado por essa dificuldade que ainda existe no diagnóstico da doença, por isso, hoje cerca de 75% dos casos são descobertos quando já estão em estágio avançado. Um cenário preocupante segundo o Instituto do Câncer Brasil de Três Lagoas.
Quais os sintomas do câncer de ovário
Os médicos do ICB Três Lagoas explicam que na fase inicial o câncer de ovário não causa um sintoma específico, mas conforme o tumor cresce é comum que as mulheres sintam pressão, dor ou inchaço no abdômen, na pelve, nas costas ou nas pernas, gases e mudanças na atividade intestinal (constipação ou diarreia) e cansaço constante. Todas essas mudanças podem facilmente ser confundidas com outras doenças ou condições, entretanto, quando elas surgem é importante buscar o auxílio de um médico ginecologista ou então relatar o quadro para um clínico geral, que deverá fazer o encaminhamento do caso.
Conforme citado anteriormente, a idade avançada é um dos fatores de risco, mas não o único.
“Condições reprodutivas e hormonais também servem de alerta, isso porque mulheres que possuem problemas com infertilidade tem mais chances de desenvolver o câncer do que aquelas que tomam pílula anticoncepcional via oral ou já tiveram vários filhos. Por outro lado, mulheres que nunca tiveram filhos estão mais propensas ao desenvolvimento do câncer” – explicam.
No que tange às condições hormonais, a primeira menstruação precoce (antes dos 12 anos) e a idade tardia na menopausa (após os 52 anos) podem estar associadas a risco aumentado de câncer de ovário.
Além disso, o histórico familiar de câncer colorretal e de mama também estão associados ao desenvolvimento do câncer de ovário, assim como fatores genéticos e excesso de gordura corporal.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Como se prevenir do câncer de ovário
Para os profissionais do Instituto do Câncer de Três Lagoas, em primeiro lugar é importante que as mulheres estejam atentas aos fatores de risco, pois isso já é a primeira alerta. Segundo, manter em dia as consultas ginecológicas, que após os 50 anos devem ser ainda mais frequentes.
Destaca-se, que o Papanicolau não detecta o câncer de ovário e sim o de colo de útero, por isso a importância de uma investigação mais profunda mediante aos sintomas e fatores de risco.
Os médicos esclarecem que há pouco tempo atrás, o tratamento se restringia a quimioterapia ou cirurgia para retirada do tumor, entretanto, com os avanços na área médica e farmacêutica, hoje existe uma nova classe de medicamentos, os inibidores de PARP, que tem apresentado bons resultados em casos de câncer avançado. O medicamento pode beneficiar mulheres com ou sem mutação genética, como BRCA1 e BRCA2, que aumenta o risco de acometimento pela doença.
O gene se popularizou com a atriz Angelina Jolie, que por meio de um teste genético descobriu a mutação e optou pela mastectomia preventiva, que é a retirada dos seios, isso porque a mutação aumenta em até 85% as chances de desenvolvimento do câncer de mama.
No caso do câncer de ovário, cerca de 15% das pacientes apresentam mutação no BRCA. Estima-se que 44% daquelas que herdam a mutação BRCA1 e 17% das que possuem a mutação BRAC2 desenvolverão a doença até os 80 anos.
“O teste genético pode ser uma orientação para casos de histórico familiar ou sintomas da doença, sempre orientado por um médico especialista é claro, entretanto, ele também pode ser visto como uma alternativa de prevenção. Destaca-se, que o mês de maio é voltado para o combate e detecção precoce do câncer de ovário, por isso o recado é: não negligencie os sinais e muito menos as consultas preventivas, pois isso pode ser a chave para a cura da doença”- finalizaram
Para agendar sua avaliação no Instituto do Câncer de Três Lagoas, Mato Grosso do Sul , clique no botão abaixo!
Gostou do blog e quer ter acesso a outros conteúdos informativos sobre tratamento oncológico, saúde, bem-estar, qualidade de vida, pesquisas e muito mais? – Então aproveite e siga a página do Instituto do Câncer Brasil de Três Lagoas por meio das redes sociais.