Agora é oficial! Estamos na era do cigarro eletrônico, vaporizador ou
vaper
como é popularmente conhecido entre os mais jovens. O que era um hábito tem se tornado um vício, e isso tem chamado atenção das sociedades médicas do mundo inteiro, tendo em vista que a adesão do cigarro está ligada a falsa promessa de que são modernos e menos nocivos à saúde, com um toque glamouroso para o vício, algo que as pessoas mais velhas conhecem bem, isso porque na década de 90 no auge da indústria cinematográfica de Hollywood, o cigarro convencional também era retratado da mesma maneira, como sinônimo de sucesso, riqueza e coisas boas da vida.
No entanto, a equipe do Instituto do Câncer de Três Lagoas traz um alerta sobre o novo vício, isso porque essa ideia de que eles são cigarros evoluídos é na verdade uma cortina de fumaça sobre os malefícios que essa moda pode trazer para a saúde.
“Por não haver combustão, o cigarro eletrônico não expõe o usuário ao monóxido de carbono, no entanto, ele pode sim causar a dependência de nicotina e alguns modelos como os pods, que são aqueles cigarros que parecem um pen drive, funcionam com sal de nicotina, que produz uma dependência ainda mais rápida que o cigarro convencional” – alertam.
Quando a substância é inalada, ela estimula a liberação de neurotransmissores como a dopamina, responsável pela sensação de prazer, bem-estar e relaxamento. Mas no outro lado da moeda, está a adrenalina, que causa as arritmias, aumenta a pressão arterial e consequentemente causa danos às paredes das artérias, deixando o usuário mais suscetível a um possível infarto ou morte súbita.
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Cigarro eletrônico X Pulmão
Lembra quando falamos do pulmão lá em cima? Pois bem, o coração não é o único órgão afetado pela onda dos cigarros eletrônicos, isso porque o processo de vaporização libera substâncias tóxicas que queimam as membras do pulmão, prejudicando a troca gasosa de oxigênio por CO2.
“O uso desses dispositivos é algo relativamente novo, ou seja, ainda não temos ideia dos danos que isso pode causar a longo prazo. Entretanto, já existe uma doença causada pelo uso dos cigarros eletrônicos, a EVALI, sigla em inglês para lesão pulmonar associada ao cigarro eletrônico. Os principais sintomas são falta de ar e desconforto respiratório” – explicam.
Para equipe do ICTL de Três Lagoas, todos esses sintomas podem ser facilmente confundidos com uma gripe, mas o quadro inflamatório pode ter uma evolução muito mais grave, como fibrose pulmonar, pneumonia e chegar à insuficiência respiratória, levando o paciente a necessitar de internação em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
“A verdade é que o tabagismo é a principal causa de morte evitável no planeta e os fumantes têm cerca de 20 vezes mais risco de desenvolver câncer de pulmão, dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Portanto, cigarro eletrônico não é moda, mas um hábito que tem tudo para se tornar um vício, podendo ocasionar danos irreversíveis para o pulmão, coração e saúde geral” – finaliza a equipe do ICTL
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