Antes de se tornar um dos mais robustos polos industriais do planeta, a vocação florestal de Mato Grosso do Sul nasceu de uma aposta considerada, à época, quase improvável. Ainda na década de 1990 e no início dos anos 2000, quando o setor de celulose pouco explorava o potencial da região, o então líder político Ramez Tebet já articulava a possibilidade de instalar a primeira grande fábrica em Três Lagoas.
A iniciativa, marcada por um caráter visionário, lançou as bases de um projeto de desenvolvimento que só revelaria sua real dimensão anos mais tarde. À medida que a silvicultura avançava e as condições estruturais se consolidavam, o município deixou para trás o protagonismo exclusivo da pecuária e assumiu uma nova identidade: a de “Capital Mundial da Celulose”, hoje reconhecida dentro e fora do país.
Décadas depois, aquela ideia inicial não apenas se confirmou, como ganhou escala. O Estado vive agora um novo ciclo de expansão com a chegada da quinta unidade industrial do setor, desta vez no município de Inocência, onde a Arauco ergue um empreendimento que já nasce histórico — a maior fábrica de celulose do mundo.
