O mês de março é de conscientização da endometriose, doença que afeta o funcionamento do endométrio de 10% a 15% das mulheres em idade fértil e, como consequência, causa dificuldade para engravidar. Não se sabe ao certo o que a provoca e seus sintomas podem passar despercebidos, sendo confundidos como cólicas menstruais comuns.
Para ajudar na conscientização, a equipe de médicos do Hospital Cassems de Três Lagoas explica ao Portal Hojemais o que é a endometriose e alerta sobre os sintomas.
Trata-se de uma afecção no endométrio, tecido que reveste o útero, em ocorrem alterações no organismo feminino. As células do endométrio deixam de ser expulsas no período de menstruação, se movimentam em sentido contrário e caem nos ovários ou na cavidade abdominal, agindo como uma inflamação.
“Quando isso ocorre, as células se multiplicam e acabam dificultando a implantação do embrião fecundado, por isso afeta o sistema reprodutivo feminino” – esclarecem.
A endometriose não é tão simples de ser identificada, principalmente pelo fato de que muitas mulheres acreditam ser sintomas do período menstrual e não imaginam que seja um sério problema.
“Os sintomas mais comuns da doença são a dor semelhante a cólica forte, dificuldade de engravidar, dor durante as relações sexuais, fadiga, dor e sangramento ao urinar” – expõem.
A dor confundida com cólica pode ser tão forte que torna impossível realizar as atividades rotineiras, sendo um dos principais problemas relatados por mulheres que sofrem com a endometriose. A infecundidade feminina, por sua vez, está presente em aproximadamente 40% dos casos da enfermidade.
Por esses motivos, o diagnóstico pode demorar a ser descoberto, já que muitas mulheres não investigam a origem de sua dor, mesmo que o sintoma não seja natural. É importante levantar a suspeita quando se tem fortes incômodos e ter o acompanhamento médico em dia, para que possa ser diagnosticada o quanto antes.
Há tratamento para a endometriose?
Sim, é possível tratar a doença e aliviar suas consequências com medicamentos, é uma doença crônica que pode regredir com a menopausa, pela redução de hormônios femininos. No entanto, alguns casos mais graves exigem tratamento cirúrgico.
“Existem tratamentos que se adequam ao nível de gravidade de cada paciente, e podem ser feitos com pílula anticoncepcional, analgésicos e anti-inflamatórios” - explicam.