Após o surto recente dos casos de febre maculosa em Campinas (SP), a doença ficou em evidência e gerou muita preocupação, uma vez que pode ser grave e causar consequências fatais em alguns infectados. Nos últimos dez anos, 753 pessoas morreram vítimas da enfermidade e foram mais de dois mil casos confirmados, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).
A febre maculosa costuma se concentrar nas áreas verdes em cidades e, por isso, dúvidas sobre sua transmissão começaram a surgir. A equipe médica do Hospital Cassems de Três Lagoas conta ao Portal Hojemais os principais sintomas da doença e sobre a necessidade de um rápido tratamento.
A febre maculosa é transmitida por uma espécie de carrapato, o carrapato-estrela, quando infectado com bactérias do gênero Rickettsia. No entanto, esse carrapato não é considerado comum e geralmente se hospeda em animais de grande porte, como bois, cavalos, antas e na capivara. Além de se encontrar em locais com mata e em beira de rios.
“Não se trata de uma doença contagiosa e não é transmitida de uma pessoa para outra, é preciso haver o agente transmissor. A transmissão ocorre se o carrapato estiver em contato com a pele humana por pelo menos quatro horas” – explicam.
Por isso, o indicado é retirar o carrapato assim que perceber e de acordo com os profissionais, é preciso fazer da maneira correta, o pegando pelo aparelho bucal com uma pinça e não ficar mexendo, para evitar mais riscos de infecção.
Os sintomas podem aparecer até duas semanas depois do contato e da contaminação, entre eles estão:
“Esses são os sintomas mais comuns, em casos mais sérios, podem evoluir e apresentar outros sinais” – acrescentam.
Sim, tem tratamento para a febre maculosa e deve ser feito o quanto antes para aumentar as chances de cura. A medicação é um antibiótico específico, prescrito de imediato, e é sempre importante informar ao médico se esteve presente em áreas rurais ou fazendas, por exemplo, auxiliando no diagnóstico.
“Para prevenção é necessário, ao ir nessas áreas, se proteger com camisas, calças compridas, de preferência claras, e sapatos fechados. Assim como elásticos ou fitas na calça, diminuindo as chances do carrapato entrar” – orientam.