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Greve em Inocência mobiliza trabalhadores e aumenta pressão por salários e melhores condições

Paralisação atinge trabalhadores de empresas terceirizadas ligadas às obras do Projeto Sucuriú; reajuste salarial e benefícios estão entre as reivindicações, enquanto alimentação e condições de trabalho voltam ao centro das discussões.

Portal Vale Celulose  - Redação - Hojemais - Três Lagoas 
01/09/26 às 15h24
(Foto: Emresas tercerizadas que são responsaveis pela obra da Arauco realizam greve em Inocencia - Imagem: divulgação)

Uma nova mobilização de trabalhadores movimenta Inocência (MS) , município que concentra atualmente uma das maiores obras industriais em execução no país.

Funcionários de empresas terceirizadas que atuam na construção do Projeto Sucuriú, da Arauco , iniciaram uma paralisação em meio às negociações envolvendo salários, benefícios e condições de trabalho .

A movimentação ocorre justamente no período da data-base da categoria e amplia a pressão sobre as negociações entre representantes dos trabalhadores e empresas responsáveis por diferentes frentes da construção do empreendimento.

Entre os pontos que aparecem relacionados à mobilização estão as discussões sobre reajuste salarial e benefícios . Questões envolvendo alimentação e condições oferecidas aos trabalhadores também fazem parte de um histórico de reivindicações apresentado pela categoria ao longo da implantação do projeto.

Alimentação já esteve entre as reivindicações

A discussão não começou agora. Durante as negociações realizadas em 2025, milhares de trabalhadores participaram de assembleia e apresentaram uma pauta com 16 reivindicações.

Entre os pontos discutidos estavam reajuste salarial, melhoria da alimentação, plano de saúde e transporte .

Naquele momento, as negociações resultaram em reajuste salarial de 6,19%, aumento do vale-alimentação de R$ 700 para R$ 900, além de bônus e outras condições negociadas para os trabalhadores.

O histórico ajuda a explicar por que temas relacionados à estrutura oferecida aos funcionários continuam recebendo atenção em um empreendimento que reúne milhares de pessoas vindas de diferentes regiões do país.

Segurança e condições de trabalho entram no debate

Relatos relacionados à segurança e às condições de trabalho também circulam entre trabalhadores e nas redes sociais durante a atual mobilização. Até o momento, porém, esses pontos precisam ser tratados como reivindicações e relatos da categoria enquanto não houver detalhamento oficial da pauta negociada nesta paralisação.

O tema ganha dimensão especialmente pelo tamanho da operação existente atualmente em Inocência. A implantação da fábrica transformou a rotina do município e provocou rápido crescimento da população temporária, aumentando também a demanda por alojamentos, alimentação, transporte, saúde e segurança.

O Projeto Sucuriú já ultrapassou 70% de execução e representa investimento de aproximadamente US$ 4,6 bilhões . A futura fábrica terá capacidade para produzir cerca de 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano .

Paralisações já ocorreram durante as obras

Esta não é a primeira mobilização envolvendo trabalhadores ligados à implantação da fábrica.

Em junho de 2025, aproximadamente 250 trabalhadores de uma empresa contratada interromperam atividades durante a construção de alojamentos e apresentaram reivindicações relacionadas às condições contratuais.

Já em fevereiro de 2026, uma nova paralisação terminou após negociação envolvendo questões como pagamento de horas extras e auxílios relacionados às folgas de campo .

Agora, com uma nova rodada de negociação salarial, a mobilização volta a chamar atenção para a relação entre o avanço acelerado das obras e as condições oferecidas aos milhares de profissionais envolvidos na construção.

Negociação será decisiva

A expectativa está concentrada nas tratativas entre o Sintiespav-MS , entidade que representa trabalhadores da construção pesada envolvidos no empreendimento, e as empresas responsáveis pelas diferentes frentes de serviço.

A definição sobre salários, benefícios, alimentação e demais condições reivindicadas será determinante para o andamento da mobilização.

 

O Portais Vale Celulose e o Hojemais acompanham as negociações e mantém espaço aberto para manifestação das empresas envolvidas, das entidades representativas dos trabalhadores e da Arauco sobre a paralisação e as reivindicações apresentadas.

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