Com a chegada da Covid-19 e os protocolos de distanciamento social estabelecidos, houve a necessidade de colocar em prática algumas mudanças na rotina familiar, tendo em vista que muitos pais passaram a trabalhar em regime de
home office
, e com o fechamento das escolas, grande parte das crianças e adolescentes passaram a estudar de forma remota, ou seja, utilizando as telas de celulares, notebooks e computadores, objetivando o acompanhamento escolar mesmo que dentro de casa.
Diante desse cenário, o tempo predisposto na frente dos aparelhos eletrônicos quase triplicou entre os pequenos, e como consequência surgiram os problemas visuais. Segundo a equipe do Hospital Cassems de Três Lagoas, a situação é alarmante, considerando o alto número de crianças que tiveram a visão afetada durante a pandemia, onde no topo dos distúrbios está a miopia (dificuldades para enxergar de longe).
A problemática é o resultado das medidas de contenção do vírus da Covid-19, que se mostraram extremamente importantes durante o período. No entanto, obrigou a troca das atividades ao ar livre, por salas virtuais.
A primeira alerta em relação ao problema foi feita em maio de 2020, quando o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) publicou o primeiro aviso para os riscos à visão relacionados com o aumento do tempo de uso desses dispositivos.
Para a instituição, o fenômeno é descrito como Síndrome Visual Relacionada a Computadores (SVRC), caracterizada por sintomas como cansaço, sensação de corpo estranho, ardência, dor, irritação, vermelhidão, ressecamento e turvação visual.
De acordo com a equipe do Hospital Cassems Três Lagoas, a exposição prolongada à luz artificial emitida pelos aparelhos, reduz a frequência do piscar e provoca um desequilíbrio entre os componentes da lágrima e seu fluxo, resultando no ressecamento da superfície ocular. Quando isso ocorre, tanto a criança quanto os adultos ficam expostos aos sintomas incômodos que acometem a visão, ficando mais vulneráveis ao desenvolvimento da miopia e aumento de grau entre aqueles que já possuem a doença.
Como evitar a miopia entre as crianças?
Segundo a equipe do Hospital Cassems, existem algumas práticas que podem sim evitar o problema, são elas:
“Por fim, é importante o acompanhamento frequente com o oftalmologista, que deve começar ainda nos primeiros meses de vida, e caso não identificado nenhuma doença grave, as consultas devem ser repetidas ao menos uma vez ao ano” – acrescentaram.