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Médica psiquiatra Dra. Larissa Ormeneze esclarece dúvidas sobre depressão pós-parto

Durante a entrevista para o Portal Hojemais, a médica psiquiatra falou sobre os sintomas, aleitamento x medicação, antidepressivos entre outros assuntos. Confira!

Julia Rafaela  - Hojemais Três Lagoas 
26/03/21 às 15h00

No Brasil, a cada quatro mulheres, mais de uma apresenta sintomas de depressão pós-parto no período de 6 a 18 meses após o nascimento do bebê, informações essas divulgadas pelo Portal Oficial da FIOCRUZ. De acordo com a médica psiquiatra da Clínica Vivere Três Lagoas, Dra. Larissa Ormeneze de Freitas (CRM/MS 9376 – RQE 5192), a doença se caracteriza como uma condição de profunda tristeza, desespero e falta de esperança após o parto, entretanto, existem formas de tratamento seguras e eficazes para a solução do problema, e quando o caso clínico é acompanhado por um especialista de confiança, o quadro pode apresentar uma evolução em questão de meses.

“A melancolia passageira pós-parto é algo natural, isso porque o corpo da mãe passa por um verdadeiro processo de revoluções hormonais durante a após a gravidez e tudo isso pode mexer com o sistema nervoso central, no entanto, quando essa tristeza se prolonga por dias é hora de procurar uma ajuda profissional” – afirmou Larissa. 

A Dra. ressaltou ainda a existência da tristeza pós-parto e a depressão, visto que ambas são diferentes. A tristeza, por exemplo, tende a atingir de 50 a 80% das mulheres e se apresenta como uma certa irritabilidade, que geralmente se inicia no terceiro dia após o nascimento do bebê e esse período deve durar no máximo 15 dias. Diferente da depressão, que ocorre algumas semanas após o parto, deixando a mulher incapacitada e com dificuldades para realizar algumas atividades rotineiras durante meses. 

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Quais os sintomas da depressão pós-parto? 

Segundo Ormeneze, a tristeza da depressão não está relacionada apenas ao nascimento da criança e aos pensamentos onde a mãe se questiona: “Será que sou uma boa mãe? ” Ou “Será que sou suficiente para cuidar do bebê? ”. A tristeza tende ir além e permeia outros aspectos da vida da mulher, ou seja, ela perde o interesse por programas de TV que antes gostava, pelas leituras e pelo trabalho, por exemplo. Em alguns casos a mulher não sente vontade de retornar com suas atividades após a licença-maternidade.

Outros sintomas são sonolência, falta de energia o tempo todo, falta de desejo sexual, desinteresse pelo marido, falta de apetite ou desejo excessivo de comer. 

Além disso, a mãe pode desenvolver quadros de crises de ansiedade e pânico, demonstrando comportamentos excessivos, como agasalhar demais a criança ou verificar o tempo todo se ela está respirando. 

A depressão pós-parto é mais frequente no nascimento do 1º filho ou aparece também nas outras gestações?

Essa é uma dúvida comum, principalmente entre as mamães de primeira viagem, entretanto de acordo com a psiquiatra, o quadro está muito relacionado aos antecedentes da mulher, ou seja, se ela teve depressão no primeiro parto, a probabilidade dela ter no segundo é de 50%, isso porque o quadro é considerado episódico e recorrente.

“Eu sempre friso a importância do acompanhamento rotineiro com um especialista, mesmo depois que tratado os episódios mais críticos da doença, sendo essa uma forma de manter o quadro estável” – acrescentou. 

Antidepressivos durante a amamentação é recomendado? 

De acordo com a Dra. o uso de antidepressivos é recomendado apenas em casos específicos, mas nunca por automedicação. Caso a mãe esteja gravemente deprimida ou ansiosa, pode ser que seja necessário o uso dos psicofármacos (substâncias que agem no sistema nervoso central, reduzindo alterações de comportamento, humor e cognição), entretanto, todos medicamento sem exceção assim como a dosagem deve ser orientada por um especialista.

Para a médica, durante a gravidez é fundamental o acompanhamento com um obstetra e nesse contexto o psiquiatra também deve ser visto como um apoio durante e após a gestação, pois esse acompanhamento desde o início pode evitar futuramente o surgimento desses quadros de tristeza profunda até possivelmente uma depressão pós-parto.

Tem alguma dúvida em relação ao tema abordado? – Então clique no botão abaixo e agende agora mesmo uma consulta com a médica psiquiatra da Clínica Vivere Três Lagoas, Dra. Larissa Ormeneze de Freitas! 

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