Em fevereiro, a família de Bruce Willis divulgou que o ator foi diagnosticado com demência frontotemporal. Desde então, muitas dúvidas e questionamentos sobre a doença começaram a surgir, com pessoas ao redor do mundo tentando entender como isso afeta o artista.
Bruce se aposentou da carreira no ano passado, quando apresentou um distúrbio de fala, conhecido como afasia. E, recentemente, compartilhou o novo diagnóstico. A equipe de médicos do
Hospital Cassems
esclarece ao Portal Hojemais o que é a demência, seus sintomas e se há tratamento.
A demência frontotemporal (DFT) refere-se a um grupo de doenças neurodegenerativas, de diferentes tipos, que costumam aparecer entre os 45 e 64 anos, em algumas situações são hereditárias.
“Ela é causada pela degeneração do lobo frontal, e às vezes, do lobo temporal cerebral. Os lobos atrofiam pelo acúmulo da proteína tau nas células do cérebro” – explicam.
“A demência, de forma geral, é a lenta diminuição das capacidades mentais e afeta a memória gradualmente. No caso da frontotemporal, as mudanças comportamentais e de personalidade, a impulsividade e o comprometimento da fala são as principais características” – comentam.
A afasia apresentada por Bruce, anterior a identificação da demência, já era uma manifestação dos sintomas. O distúrbio é popularmente conhecido como a “doença da gafe”, pela forma que afeta o comportamento humano, com alterações no modo de agir, como a agressividade repentina.
Um dos sinais que passam despercebidos é a crise de depressão tardia, seguida da negligência com cuidados básicos de higiene pessoal. A DFT pode causar desinibição, distração, perda de memória e rigidez mental.
“A doença ainda pode ser responsável por enfraquecer os músculos, principalmente da cabeça e pescoço, gerando dificuldade na mastigação” – acrescentam.
Um médico neurologista realiza o diagnóstico da demência frontotemporal por meio de avaliação clínica, aliada a exames psicológicos que auxiliam na definição do problema. Tomografias e ressonâncias magnéticas podem afirmar informações mais específicas quanto à parte cerebral.
O tratamento é sintomático e não é definido, pois depende de cada caso e manifestação da doença. A demência pode ser estabilizada até certo nível, mas progride rapidamente.
“Não há ainda tratamento que cure ou retarde a DFT, é feito apenas o controle dos sintomas, visando à melhor qualidade de vida possível do paciente” – concluem.