Recentemente a cantora Preta Gil (48), veio a público para falar sobre seu diagnóstico de câncer no intestino, situado ao final do canal digestivo. A doença também é conhecida como câncer colorretal e atualmente está entre os 14 tipos de tumores em ascensão, sendo ainda mais comum em pessoas com menos de 50 anos.
De olho nisso, o Portal Hojemais conversou com médicos do Hospital Cassems de Três Lagoas, que trouxeram alguns dados e esclareceram dúvidas sobre a doença. Para saber mais, continue a leitura!
Segundo os médicos, um estudo da Universidade de Harvard publicado na revista científica “Nature Reviews Clinical Oncology” em setembro de 2022, destacou 8 tipos de cânceres que vem aumentado entre a população com menos de 50 anos, dentre eles está o colorretal, esôfago, ducto-biliar, vesícula biliar, cabeça e pescoço, fígado, pâncreas e estômago.
O estudo mostrou ainda que o surgimento precoce dessas doenças tem uma forte ligação com os hábitos de vida, isso inclui o consumo de bebidas alcoólicas, alimentos processados, sedentarismo, tabagismo e obesidade.
“A alimentação inadequada, a cada ano faz com que o risco de câncer precoce aumenta entre as novas gerações. Por isso, esse é um fator que merece maior atenção, porque a alimentação correta pode evitar uma série de doenças”
O que é o câncer colorretal?
Os médicos do Hospital Cassems explicam que o câncer de intestino abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino grosso (cólon), na porção final do intestino (reto) e no ânus. Nas estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a cada ano surgem cerca de 46 mil novos casos da doença no Brasil.
“O que dificulta o tratamento é o diagnóstico tardio da doença, tendo em vista que os sintomas costumam aparecer quando o câncer já está avançado”
Dentro os sintomas está a prisão de ventre ou diarreia, fezes com presença de sangue e/ou alteração no formato (que ficam mais finas e alongadas).
Nas paredes do intestino, encontram-se os chamados pólipos, lesões benignas que crescem na parede do intestino e que podem se transformar em câncer caso não sejam removidos. Nesse caso, a biópsia é fundamental, pois é esse exame quem vai determinar se o pólipo é ou não maligno.
“O exame de sangue e de fezes também são grandes aliados para o diagnóstico precoce e caso o resultado seja positivo, é importante a realização de uma colonoscopia ou retossigmoidoscopia para retirada dos pólipos”
Devido ao aumento no número de casos desse tipo de tumor, hoje os especialistas recomendam o rastreio a partir dos 45 anos, mesmo sem a presença dos sintomas. Diante desse cenário, a partir dos 45 pacientes devem realizar a colonoscopia, padrão-ouro para diagnóstico e caso não seja encontrado nenhum pólipo, o exame deve ser repetido a cada 5 anos.
Agora, caso notado a presença, o acompanhamento deve ser anual – ““Todo pólipo é benigno, mas alguns deles podem vir a se tornar câncer no futuro. Por isso a realização desse exame é tão importante”
No Brasil, o câncer colorretal é o terceiro tumor mais comum, mas embora sua ascensão, os médicos os do Hospital Cassems de Três Lagoas enfatizam a importância das consultas e exames preventivos, que devem começar antes dos 50 anos, sendo essa a forma mais efetiva para o rastreio e sucesso no tratamento.