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O que é o retinoblastoma, câncer que afeta a filha de Tiago Leifert

Conforme o INCA – Instituto Nacional de Câncer, estima-se que o retinoblastoma seja responsável, no mundo, por até 4% dos casos de câncer em crianças. Por isso, é importante saber mais a respeito do assunto, já que afeta principalmente os pequenos de dois a cinco anos de idade.

Julia Rafaela  - Hojemais Três Lagoas 
23/02/22 às 14h30
Tiago Leifert e Daiana Garbin, pais da pequena Lua.

Desde que Tiago Leifert e Daiana Garbin, pais da pequena Lua, de apenas um ano, divulgaram que ela foi acometida por um tipo de câncer que se desenvolve na retina de crianças, o retinoblastoma ganhou a atenção de pais de todo o país. Afinal, trata-se de um tumor maligno pouco conhecido.

Mesmo assim, conforme o INCA – Instituto Nacional de Câncer, estima-se que seja responsável, no mundo, por até 4% dos casos de câncer em crianças. Por isso, é importante saber mais a respeito do assunto, já que afeta principalmente os pequenos de dois a cinco anos de idade.

E para explicar melhor o que é o retinoblastoma, o Portal Hojemais conversou com a equipe do Hospital Cassems de Três Lagoas. Segundo os profissionais, trata-se de um câncer de origem genética e também pode ser hereditário.

Desse modo, há dois tipos da doença. Um é o esporádico e, assim como outros cânceres, consiste na mutação em uma célula, o que faz com que o retinoblastoma surja em um único olho. O outro tipo, o hereditário, tem como causa uma mutação genética e se manifesta em ambos os olhos.

“Para identificar a doença, o método mais simples é o popularmente chamado teste do olhinho, que deve ser feito logo após o nascimento”, explica a equipe. Esse exame é normalmente feito junto a vários outros testes que ajudam a diagnosticar de maneira precoce doenças que o recém-nascido pode ter.

No entanto, como o retinoblastoma pode aparecer até a criança completar cinco anos, o indicado é que elas passem por exames oftalmológicos todos os anos.

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Sintomas e como tratar o retinoblastoma

O retinoblastoma apresenta sintomas que ajudam no diagnóstico. Entre eles, estão os desvios dos olhos, ou seja, quando parece que os olhos miram para direções distintas.

Estrabismo, heterocromia (condição em que a cor das íris são diferentes), sangramento em alguma parte do olho e vermelhidão são outros sintomas. Porém, o principal é a leucocoria, caracterizada por um reflexo branco na pupila, que pode ser observada em fotografias com flash.

Já quando o câncer está avançado, a criança pode apresentar ainda dor nos olhos e na cabeça, bem como globo ocular maior do que o normal, além de perda de visão total ou parcial.

“Mas nem sempre esse câncer apresenta sintomas, assim, é importante que os pais estejam atentos ainda ao comportamento dos pequenos”, afirmam os profissionais do Hospital Cassems de Três Lagoas. Eles explicam que a criança pode colocar as mãos nos olhos com frequência, sendo esse mais um sinal.

Isso acontece porque outro sintoma é a fotofobia, chamado também de sensibilidade à luz, que faz com que a claridade natural ou artificial cause incômodos nos olhos.

A atenção redobrada para obter um diagnóstico precoce é essencial para o sucesso do tratamento. Afinal, quanto antes o retinoblastoma for descoberto, mais leve é o tratamento, que pode ser a base de laser. Porém, é possível que haja a necessidade de tratar com quimioterapia e radioterapia.

Se a doença estiver muito avançada, pode ser preciso remover o globo ocular afetado por meio de cirurgia. Situações graves resultam até mesmo em óbito.

O Hospital Cassems de Três Lagoas é um centro de saúde altamente complexo. A Unidade de Três Lagoas é referência com a única UTI Neonatal da região, parto humanizado e uma estrutura completa com Pronto Atendimento, Quimioterapia, UTIs Adulto e Diagnóstico.

 

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