Algumas trajetórias não começam com uma escolha — começam com pertencimento. No caso de Joaquim Pedro Barbosa Sanches, isso é quase literal. “Eu costumo dizer que nasci dentro do Supermercados Nova Estrela”, afirma. E não há exagero na frase: sua história se confunde com a própria evolução da empresa.
Neto do Sr. Pedro e filho de Joaquim Barbosa, ele cresceu acompanhando de perto cada etapa da expansão e da profissionalização da rede. Mais do que herdar um sobrenome, Joaquim Pedro herdou referências muito bem definidas.
“Sem dúvida, minhas maiores inspirações são meu pai e meu avô — cada um com suas características: meu avô com sua fé e bondade e meu pai com uma visão empreendedora e estratégica muito forte de gestão e crescimento.”
Essa convivência precoce com o ambiente empresarial despertou cedo uma certeza. Ainda assim, sua formação foi construída com autonomia e disciplina. Aos 16 anos, tomou uma decisão que mudaria sua trajetória: deixou Três Lagoas para viver em São Paulo.
Foram nove anos de preparação intensa, passando pelo tradicional Colégio Bandeirantes e pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, onde se formou em Direito.
Durante esse período, buscou experiências exigentes no mercado jurídico. “Essa experiência foi fundamental para formar minha base de disciplina, profissionalismo e compromisso com resultados”, relembra. Uma bagagem que, mais tarde, se mostraria essencial para assumir novos desafios.
O retorno ao Nova Estrela veio acompanhado de responsabilidade. Antes de ocupar uma posição de liderança, passou por um processo de avaliação dentro da própria empresa — um movimento que reforça o caráter profissional da gestão. Com desempenho aprovado e respaldo do conselho, assumiu como diretor de operações, função que ocupa há dois anos.
Desde então, sua atuação tem sido marcada por um olhar estratégico voltado à eficiência e à estruturação. “Trabalhamos na criação de procedimentos operacionais claros, que permitem maior flexibilidade e autonomia das equipes”, explica, reforçando um princípio que carrega como base: “estruturar para crescer” .
Essa visão se traduz em ações concretas. Entre elas, a implementação de sistemas automatizados, a robotização de processos financeiros e o monitoramento em tempo real das lojas — iniciativas que fortalecem a operação e garantem mais precisão na gestão.
Mas se o crescimento exige estrutura, ele também exige pessoas. E é justamente aí que Joaquim Pedro identifica um dos maiores desafios da atualidade. “O maior desafio hoje está ligado à gestão de pessoas, especialmente retenção e rotatividade” , afirma. Segundo ele, as relações de trabalho mudaram, e o papel da liderança precisa acompanhar esse movimento.
No entanto, dentro da própria empresa, ele enxerga um diferencial importante: o desenvolvimento interno. “A grande maioria dos nossos líderes foi formada dentro de casa”, destaca. Para ele, investir em pessoas é o que sustenta a cultura e garante consistência mesmo em cenários desafiadores.
Ao falar sobre liderança, Joaquim Pedro não romantiza o caminho. Reconhece os desafios, mas escolhe enxergá-los sob outra perspectiva. “Eu não vejo como pontos negativos, e sim como desafios que fazem parte do crescimento”, afirma.
Para ele, liderar é assumir responsabilidades, tomar decisões sob pressão e, muitas vezes, sustentar escolhas difíceis — sempre com equilíbrio e consciência.
Com apenas 25 anos, demonstra clareza ao falar sobre sua essência profissional. Mais do que uma área específica, é o ato de construir que o move. “Independentemente do setor, eu acredito que estaria envolvido em criar, estruturar e desenvolver negócios”, diz. Uma visão que ultrapassa segmentos e reforça seu perfil genuinamente empreendedor.
E é justamente essa mentalidade que sustenta sua principal convicção: “resultado é consequência de consistência” . Uma frase que resume não apenas sua forma de gestão, mas também sua forma de enxergar a vida e os negócios.
Ao olhar para o futuro, Joaquim Pedro não fala apenas em crescimento, mas em evolução contínua. Ele acredita na humildade como ferramenta de aprendizado, na importância de estar cercado de boas pessoas e na necessidade de adaptação em um mundo em constante transformação.
“No fim, o mais importante é construir algo que faça sentido pra você e que gere impacto positivo na vida de outras pessoas.”
Mais do que dar continuidade a um legado, Joaquim Pedro Barbosa Sanches mostra que está preparado para escrever, com identidade própria, os próximos capítulos dessa história.
