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Casal é preso após sequestro relâmpago de homem em Três Lagoas

Após o registro da ocorrência, os policiais investigaram o caso e acabaram identificando alguns pontos comerciais onde o cartão teria sido utilizado

Albecyr Pedro - Hojemais Três Lagoas
26/03/20 às 07h00
Foto: Albecyr Pedro

Uma mulher de 42 anos, identificada pelas iniciais J.A.S., e o homem, M.A.O., de 47 anos foram presos após ação do SIG (Setor de Investigações Gerais) nesta quarta-feira, (25) em Três Lagoas.

O casal é acusado de praticar o sequestro relâmpago de um homem de 33 anos, na noite de sexta-feira (13).

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima que trabalha como operador de guindaste disse à polícia que estava fumando um cigarro próximo a um hotel onde estava hospedado, às margens da BR-262, quando foi surpreendido por dois suspeitos em carro preto com uma arma aparentemente tipo pistola e obrigado a entrar no banco de trás do veículo.

Ainda segundo o homem, ele foi levado para um matagal, amarrado, mantido em cárcere privado e obrigado a dar o cartão bancário com senha.

Na ocasião foram efetuados vários gastos no comércio da região do bairro Guanabara, contou a vítima.

Após o registro da ocorrência, os policiais passaram a investigar o caso e acabaram identificando alguns pontos comerciais onde o cartão teria sido utilizado.

Foi descoberto que a vítima teria saído com a mulher, J.A.S., para um programa em um motel da região e depois fizeram uso de crack.

Conforme as investigações, a mulher entrou em contato com o comparsa, M.A.O., que chegou ao local e encontrou a vítima saindo a pé do motel.

Neste momento, a mulher contou que não tinha sido paga pelo programa e M.A.O., obrigou a vítima a entregar o cartão com a senha.

“Diante disto, o casal efetuou os gastos no comércio, cujos comerciantes passavam o cartão nas máquinas de recebimento, algumas vezes sem que compras fossem realizadas, e cobravam taxas pela operação, ou seja, um tipo de cobrança de juros de empréstimos de dinheiro”, disse o delegado Ailton Pereira que comandou as investigações.

Também foi apurado segundo o delegado, que a prática era comum entre alguns comerciantes da região.

“Os donos dos estabelecimentos comerciais identificados também serão responsabilizados”, reforçou o delegado.

O casal negou o crime, alegando que agiu com a autorização da vítima. “Ao que tudo indica, o casal investigado pode ter feito outras vítimas”, disse o delegado Ailton.

Na unidade policial, o homem contou que não falou a verdade quando foi registar a ocorrência, porque é casado e teria sido ameaçado.

Assista o Boletim de Ocorrência desta terça-feira, 24 de março:

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