Alex Sandro dos Santos, de 32 anos, acusado da morte de Danilo Soares Santos, de 39 anos, na tarde do último sábado (31) contou à imprensa que o crime foi motivado por um tapa que a vítima havia desferido contra seu rosto. Segundo Alex, ele estava separado da esposa e há aproximadamente dois meses foi morar no bairro Jardim Oiti, onde após começar a frequentar o bar acabou conhecendo a vítima.
"Eu nunca o vi na cidade, mas o conheci pelo apelido de Baiano. Eu passei a frequentar o bar e o conheci quando ele entrava no meio do pessoal que eu já conhecia. Várias vezes fui ao bar e o encontrei tomando cerveja", disse Alex.
Conforme o acusado, a relação entre eles ficaram estremecidas quando a vítima começou a lhe menosprezar, rir ‘da sua cara’ e o agredi-lo.
"Eu colava no bar e ele às vezes bêbado, queria se engrandecer e me tirava, e me humilhava na frente dos outros. Certo dia ele me tirou no meio das minas e me chamou de nóia, coisa que eu não sou. Sou trabalhador. Mais tarde ele desferiu um tapa na minha cara. Neste dia estávamos tomando uma cerveja e ficou dele pagar mais tarde. E no sábado, eu fui cobrar a dívida e então dei uma facada, descreve o acusado que ainda revela com detalhes onde encontrou a vítima.
“Aconteceu um negócio ai, eu perguntei mano, vou precisar do dinheiro pois na segunda-feira irei fichar em uma firma. Ele falou mais tarde eu te pago mano. Ele estava sentado, quando eu cheguei para conversar, e ele me disse que não tinha dinheiro. Primeiro falou que iria me pagar, e depois falou que não, e ainda debochou da minha cara, momento em que desferi duas facadas".
Questionado sobre o valor da dívida, o acusado ainda respondeu a reportagem que foi de R$ 14 e não de R$ 4 conforme divulgado pela imprensa. Alex tem passagem por tráfico de drogas, associação ao tráfico, formação de quadrilha e porte de arma.
Perguntado pela reportagem se estava arrependido do crime, e o que diria para a família da vítima, ele respondeu: “Claro que estou, não matei por causa da dívida, mas sim pelo desaforo de ele ter batido na minha cara. Quanto à família dele, eu peço perdão, cometi o crime no momento de raiva. Não fugi, fiquei procurando advogado. A polícia chegou em casa, não reagi, confessei e entreguei a faca. Eu peço desculpas para todo mundo”, finalizou.
Assista o Boletim de Ocorrência desta quarta-feira, 4 de agosto: